O número de pessoas com atividades em vias ou área pública no Amazonas mais que dobrou, ao passar de 47 mil para 103 mil, entre 2012 e 2019, alta de 120% e que aquelas que trabalhavam em domicílio de residência subiram de 36 mil para 79 mil pessoas. Os dados constam da Pesquisa Nacional por mostra de Domicílios (Pnad Contínua) – Características de Mercado de Trabalho 2019, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo a pesquisa, no ano passado, a população ocupada foi estimada em 1,65 milhões de pessoas, representando um acréscimo de 3,6% em relação a 2018 (1,60 milhão) e de 16,3% frente a população de 2012 (1,41 milhão).
No mercado formal, a indústria representou, em 2019, 10,8%, o que equivale a 178 mil pessoas ocupadas, no Amazonas, Já o segmento de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas representou 7,4%, o que equivale a 123 mil pessoas ocupadas. Alojamento e alimentação representou 5,9%, o que equivale a 97 mil pessoas ocupadas. O transporte, armazenagem e correio representou 5,8%, o que equivale a 97 mil pessoas ocupadas. De acordo com o IBGE, a construção representou 5,6%, o que equivale 93 mil pessoas ocupadas. O outro serviço representou 4,6%, o que equivale a 76 mil pessoas ocupadas. E, por último, o serviço doméstico representou 4,2%, o que equivale a 70 mil pessoas.
Os dados mostram que em 2019, o total de pessoas ocupadas como empregador ou conta própria foi de 607 mil, mas com registro no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) eram 67 mil ocupados, enquanto os sem registro no CNPJ eram 540 mil pessoas. Considerando somente os trabalhadores por conta própria, o total foi 558 mil pessoas, sendo que 37 mil pessoas possuíam registro no CNPJ e 521 mil pessoas não possuíam o registro.
Já a população ocupada no setor privado, sem contar os trabalhadores domésticos, era de 1,3 milhão de pessoas. Dessas, 167 mil trabalhavam, principalmente, em estabelecimento do próprio empreendimento (47,0%). Segundo a pesquisa 216 mil pessoas em fazenda, sítio, granja, chácara etc. (16,4%); 167 mil, em local designado pelo empregador, patrão ou freguês (12,4%); 103 mil, em via ou área pública (7,6%); 79 mil pessoas trabalhavam em veículo automotor (5,9%) e outros 79 mil trabalhavam em domicílio de residência (5,9%).
Ao comparar com 2012, os grupos que tiveram aumento no número de pessoas ocupadas foram: agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, com 298 mil pessoas ocupadas em 2019 frente a 267 mil em 2012; o comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas, com 327 mil pessoas ocupadas em 2019, frente a 255 mil pessoas; o transporte, armazenagem e correio com 97 mil pessoas ocupadas em 2019, frente a 81 mil pessoas; alojamento e alimentação com 97 mil pessoas ocupadas em 2019, frente a 58 mil pessoas; a informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas com 123 mil pessoas ocupadas em 2019, frente a 101 mil pessoas; administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais com 294 mil pessoas ocupadas em 2019, frente a 252 mil pessoas;
De acordo com o IBGE, as atividades que tiveram queda foram a indústria, com 178 mil pessoas ocupadas em 2019, frente a 183 mil pessoas em 2012; a construção, com 93 mil pessoas ocupadas em 2019, frente a 102 mil pessoas.
Fonte: Divulgação
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