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Números explicam saída de Chará do time titular do Atlético-MG; Levir Culpi comenta

Yimmi Chará chegou ao Atlético-MG no meio de 2018 e, desde então, sempre teve status de titular. A condição mudou há três partidas, quando Levir Culpi sacou o colombiano para mudar o esquema da equipe principal e reforçar o setor de meio-campo. O GloboEsporte.com analisou os números de Chará em 2019 para tentar entender o motivo da saída dele do time. E, de fato, os dados ofensivos não são expressivos.

O atacante de 27 anos tem, até aqui, nove jogos na temporada 2019. Desses, foi titular em sete (um com o time reserva), e jogou 90 minutos em quatro deles. Tem um gol marcado e uma assistência. Os números modestos também aparecem em outros quesitos – listados abaixo. Os dados são do Footstats e consideram a somatória das nove partidas. Já foram 538 minutos em campo neste ano.

Finalizações certas: 4
Finalizações erradas: 7
Desarmes: 12
Assistências para finalização: 10

O número mais expressivo dos quatro listados acima, curiosamente, aparece em uma estatística defensiva. Chará é um atacante que atua pelos lados, mas também tem uma boa recomposição e colabora muito na marcação. Isso, porém, não tira dele as “obrigações” ofensivas, fato que, muito provavelmente, colaborou na decisão de Levir Culpi de promover a substituição no time titular.

O treinador foi questionado sobre o assunto. A opção pela saída de Chará do time titular foi técnica? Os números explicam? Ou foi uma questão meramente tática? O treinador não deixou clara a razão e citou que algumas situações são tratadas internamente, mas ressaltou que a comissão técnica está sempre atenta às estatísticas.

– Temos os números todos dos atletas aqui, e discutimos isso diariamente. Muitas coisas não externamos, porque não há a menor necessidade disso. Temos uma comissão técnica que faz isso. Somos pagos para isso. É bom que o torcedor também confie um pouco na comissão. A gente analisa muitas coisas igual aos torcedores, mas muitas coisas eles nem sabem que acontecem – disse.

– A gente tem as coisas muito mais na mão. A gente não tem interesse de colocar tudo publicamente. É igual família. Você vai falar para todo mundo o que acontece dentro da sua família? São coisas que a gente resolve aqui dentro. Dentro desse aspecto podem acontecer algumas variações, e algumas pessoas podem não entender – concluiu o treinador.

Fonte: Globo esporte


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