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Patrício Pitbull encara português do time de McGregor no Bellator: “Nunca pegou alguém como eu”

Patrício Pitbull volta ao cage nesta quinta-feira para sua quarta defesa do cinturão peso-pena do Bellator, desde que conquistou o título da divisão pela segunda vez, em abril de 2017. Dono também do cinturão peso-leve da companhia, o potiguar vai enfrentar o português Pedro Carvalho, que acumula seis vitórias seguidas e treina na equipe SBG Team, da Irlanda, mesma de Conor McGregor. O confronto, realizado em Connecticut, nos Estados Unidos, estava previsto para março deste ano, mas foi adiado por conta da pandemia do novo coronavírus.

Em entrevista ao Combate.com, Patrício exaltou as qualidades do oponente, mas se mostrou confiante para somar mais uma vitória ao seu vasto currículo no Bellator, ao qual pertence desde 2010.

— O Pedro é um bom kickboxer, é muito bom de jiu-jitsu também, tem uma ótima guilhotina. Ele vem de uma equipe muito boa. São caras que gostam de falar muito, mas na hora do combate vai vencer quem for o melhor. Acredito que eu tenho as melhores habilidades, sou um lutador mais completo em todos os aspectos. Ele nunca enfrentou alguém como eu antes. Mais rápido, mais forte, com maiores habilidades e que não canse tão facilmente. Ele está acostumado a lutar três rounds só. Eu estou com 11 finalizações e dez nocautes, então vou tentar equilibrar isso aí, ficar 11 a 11, mas o que importa realmente é levar a vitória para casa, acabar com os braços erguidos no final.

O jeito provocador de Pedro Carvalho, que Patrício define como característica da equipe irlandesa, aqueceu o clima do duelo desta quinta-feira. Na coletiva de imprensa e na pesagem antes da luta que aconteceria em março, o português e o brasileiro já haviam trocado provocações e puseram o dedo em riste um para o outro. Pedro também aproveita as redes sociais para tentar desestabilizar Patrício.

— Eu acho que é bom, acaba envolvendo um pouco mais os fãs, os países, Brasil e Portugal. Acaba que os fãs entram mais nesse “capítulo da novela”, mexe com os ânimos de todo mundo. É bom para vender a luta e colocar a categoria em evidência. Mas eu não levo pessoalmente e dentro do cage eu vou estar 100% focado na minha estratégia. Não sei se ele consegue, tem muita coisa em jogo para ele, é a primeira vez que ele luta pelo título. Eu já estou acostumado com isso, já sei controlar as minhas emoções — afirma o atual campeão.

Dono das categorias peso-pena e peso-leve, Patrício tem o desejo ainda de conquistar um terceiro título simultâneo, entre os galos. O obstáculo, entretanto, foi a pandemia, que atrasou a programação do brasileiro. Para o próximo ano, ele espera ainda lutar a semifinal e a final do GP do Bellator — no qual pode conquistar o prêmio de 1 milhão de dólares — e fazer sua primeira defesa de título no peso-leve. Enquanto isso, ele entende que o evento deve andar com as outras divisões e que o sonho do tricampeonato deve ficar para outro momento.

Patrício conquistou o cinturão peso-leve em maio do ano passado, ao desbancar o americano Michael Chandler, contratado pelo UFC em setembro deste ano. Chandler chegou ao Ultimate já com a moral de ser escalado como substituto imediato para a disputa de título entre Khabib Nurmagomedov e Justin Gaethje. Segundo Patrício, a movimentação serve como exemplo do alto nível dos atletas do Bellator e indica ainda certo respeito de Dana White pela organização concorrente.

O adiamento do confronto com Pedro Carvalho também fez com que Patrício tivesse o que considera ser um dos camps mais longos de sua vida. Com duas lutas em 2018 e outras duas em 2019, o potiguar acabou obrigado a fazer sua estreia neste ano apenas agora. Ao todo, o atleta carrega 30 triunfos e quatro derrotas no currículo, contra 11 vitórias e três reveses de Pedro Carvalho.

— Não fiquei de férias, tive uma preparação adequada, porque não sabia quando que a organização voltaria com os combates, então me mantive semipronto. A gente só fica pronto quando faltam de quatro a seis semanas para a luta. Senão a gente acaba passando do limite. Tive que controlar bastante isso, evitando lesões. E quando o Bellator sinalizou que faria a luta em novembro, nós demos início ao pré-luta, que é aquele treino mais forte. Se foi um problema para mim, foi para os meus concorrentes também — diz Patrício.

Fonte: Globo esporte


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