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Pré-temporada F2: Sette Câmara afirma que teste é para ganhar experiência

Nesta quinta-feira, no Circuito de Jerez de la Frontera, na Espanha, a F2 realiza o terceiro e último dia de testes da primeira série da pré-temporada. Depois disso, os 20 pilotos das dez equipes terão mais três dias de treinos, de 5 a 7, no Circuito da Catalunha, em Barcelona, 900 quilômetros mais ao norte da pista andaluz.

Nesta quarta-feira, a F2 foi favorecida novamente pelo clima mais de primavera do que de inverno na região da Andaluzia, com temperaturas na casa dos 20 graus. À exemplo do primeiro dia de treinos, o experiente holandês Nyck de Vries, 24 anos, da campeã ART, em 2018, foi o mais veloz, com 1min24s723 (90 voltas), obtido de manhã. Vries é piloto da Academia da McLaren.

O dia foi dividido, essencialmente, entre a sessão da manhã, onde a maioria simulou uma definição do grid, e a da tarde, quando quase todos simularam uma corrida. A F2 tem sempre duas provas no fim de semana de GP, uma de 180 quilômetros ou uma hora, no sábado, e outra de 120 quilômetros ou 45 minutos, no domingo.

Na primeira, é obrigatório fazer um pit stop e substituir os pneus por outros de tipo diferente. Há sempre dois na F2, definidos como macio e duro. Na segunda, os pilotos não param nos boxes, recebem a bandeirada com os pneus da largada. Além disso, o grid na prova do domingo é invertido. O primeiro no sábado larga em oitavo, o segundo, em sétimo, e assim por diante.

Esse formato da F2, com competições de naturezas bem distintas, obriga engenheiros e pilotos a terem conhecimento de largo espectro do comportamento do Dallara-Mecachrome e dos pneus Pirelli. É o que mais visam realizar na pré-temporada.

Sérgio Sette Câmara, representante brasileiro na F2, registrou nesta quarta-feira o sétimo tempo na primeira parte do treino, 1min24s903 (35), a 180 milésimos de Vries, para se ter ideia do nível de competitividade da F2, e o 19º na segunda, 1min30s302 (34), com acerto experimental no carro na simulação de corrida.

– Teste é para isso. Não dá para fazer experiência de acerto no carro no fim de semana de GP. Na simulação de classificação, de manhã, registrei logo um bom tempo, a menos de dois décimos do Vries e sei que dava para melhorar. Já para a sessão da tarde tentamos um ajuste diferente para o chassi. Poderia nos permitir ser mais velozes. Mas funcionou ao contrário. Pelo menos vimos o que não serve no carro, disse Sette Câmara.

Depois de Vries, o mais rápido nesta quarta-feira foi o italiano Luca Ghiotto, 24 anos, da britânica UNI-Virtuosi, ex-Russian Time, com 1min24s745 (57), seguido pelo chinês Guanyu Zhou, também da UNI-Virtuosi, 1min24s758 (95). O alemão Mick Schumacher, 19 anos, filho de Michael Schumacher, da Prema, ficou com o quinto tempo, 1min24s869 (87 voltas).

No link do site oficial da F2 (clique aqui) todos os tempos estão disponíveis, bem como o número de voltas completadas, nas duas sessões:

Ao término da simulação de corrida, a DAMS mudou o acerto tentado no carro do piloto mineiro de 20 anos, pois ainda havia treino para mais voltas. Mas aí a F2 expôs de novo o seu calcanhar de Aquiles, a embreagem.

– Dei somente 34 voltas à tarde, o Vries, 50, o Mick (Schumacher), 47. A embreagem quebrou. Fiquei parado. A organização da F2 melhorou o sistema, mas ainda dá problemas, em especial quando estamos no grid, aguardando a autorização para largar. Quantas vezes não vimos pilotos parados no grid e nós passando a 200 km/h do lado deles? Um perigo.

As simulações de definição do grid da F2, em Jerez, a não ser duas delas, não são completamente fieis à que enfrentarão dia 30 de março, sábado do GP de Barein, etapa de abertura do campeonato. Isso porque por orientação da FIA a Pirelli distribuiu somente dois jogos de pneus macios e seis dos médios para cada piloto, para os três dias de treinamento.

– É muito pouco, estamos tendo de administrar o uso dos pneus ao extremo. A quantidade disponível é mínima.

O fato de não ter aparecido entre os pilotos com melhores tempos nos testes de Jerez não preocupa o piloto da DAMS.

– O meu objetivo e da DAMS não é estabelecer o primeiro tempo pura e simplesmente, mas entender como ser o mais rápido possível em todo o fim de semana de competição, sob as condições bem distintas da F2. E nesse sentido estou contente com o nosso programa. Talvez no teste de Barcelona a gente tente tirar o máximo, meu, do carro e dos pneus.

Fonte: Globo esporte


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