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Procura-se: sozinho no Uruguai, torcedor do Atlético-MG busca colegas para fundar a UruGalo

Boa parte dos torcedores de Belo Horizonte não sabe, mas existem, ao redor do mundo, vários “Consulados do Galo”. São grupos sem fins lucrativos formados por torcedores do Atlético-MG que têm em comum a distância de Minas Gerais. A ideia, de acordo com os organizadores, é “reunir atleticanos em bares e ver os jogos, mesmo que não sejam todos”. Na prática, a ideia é matar um pouco da saudade do time do coração.

Existem, hoje, 43 Consulados do Galo no Brasil e 19 no mundo (veja a lista completa no fim da matéria). Tem a “Galo Australia”, a “Galo D’Angola”, a “Galocouver”, a “Noruegalo”, por aí vai. Há, também, algumas pessoas pré-cadastradas, que tentam montar um consulado no local em que moram, mas ainda não conseguiram. É o caso de Maurilio Miranda, de 49 anos, representante comercial de uma empresa de eletrodomésticos. Ele vive há três anos alternando dois meses em Lagoa Santa, região metropolitana de BH, e dois meses em Montevidéu, capital uruguaia.

Maurilio tenta, desde que passou a viver em Montevidéu, montar a “UruGalo”. Ele esbarra, porém, em uma das regras: para nascer, um consulado precisa ter ao menos três atleticanos residentes no local. Por enquanto, Maurilio está sozinho. Ou, no mínimo, ainda não achou nenhum torcedor do Galo nas ruas uruguaias.

– Normalmente, no Uruguai, a gente encontra mais paulista e o pessoal do Sul. Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul… Eu tenho uma dificuldade muito grande de encontrar mineiros e torcedores do Atlético aqui. Inclusive eu sou um pré-consulado cadastrado. Mas, para iniciar a efetivação do consulado, eu preciso de pelo menos três atleticanos para indicar nome, CPF, identidade… E eles precisam residir no Uruguai. Aí a gente consegue oficializar o consulado.

“Há três anos eu busco em Twitter, em Facebook, nas redes sociais. Muita gente tem me apoiado nisso, mas a gente tem essa dificuldade, porque não consigo achar mineiros lá”, explicou.
Maurílio (à esquerda) vive dois meses em Montevidéu, dois em BH, e está sempre ao lado do

Os motivos são compreensíveis. O tamanho do país e a semelhança de características com o Brasil são as principais razões.

– O Uruguai é um país muito pequeno. São 3,5 milhões de habitantes no país inteiro. É quase uma região metropolitana de Belo Horizonte. E Minas, hoje, é muito parecida com o Uruguai. No Uruguai tem muita atividade agropecuária. Indústrias são poucas. O que a gente encontra de mineiro aqui é turista, de passagem. Morador é difícil achar.

A “UruGalo” já tem, além do nome, toda a estrutura montada. Tem redes sociais (@Urugalo no Twitter), tem logomarca (veja abaixo), tem um bar já selecionado para receber a galera nos jogos do Galo. Falta o mais importante: os componentes.

– Preciso de mais dois. Preciso achar dois atleticanos que moram no Uruguai. Pra mim é boa essa reportagem. Quem sabe me ajuda, né? Se não aparecer ninguém agora, é porque não tem mesmo. Aí vou ser pré-consulado para sempre (risos) – brincou Maurilio.

Fonte: Globo esporte

 


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