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Rafaela Silva fora das Olimpíadas faz judô perder duas chances reais de pódio e ligar alerta para Tóquio

O baque é gigantesco. Perder Rafaela Silva para as Olimpíadas de Tóquio, marcadas para o ano que vem, faz com que o judô não só deixe de ter uma chance real de pódio com a atleta na categoria até 57kg, como diminui as possibilidades da equipe nacional, que busca a medalha na competição por times.

Rafaela seria uma das favoritas ao pódio nas Olimpíadas, é a atual campeã dos Jogos, e havia sido bronze no Campeonato Mundial do ano passado, medalha perdida após a confirmação do julgamento do doping.

Pela primeira vez, as Olimpíadas de Tóquio terão uma prova por equipes, em que três homens e três mulheres de um país participam de cada time. E o Brasil, com Rafaela, apareceria como candidato real ao pódio. Sem Rafaela, as chances ficam bem reduzidas, já que ela era uma vitória “certa” contra as principais seleções do mundo.

Sem essas duas chances reais de pódio, o judô brasileiro vive um drama a exatamente sete meses das Olimpíadas. A outra grande chance de pódio nas Olimpíadas é Mayra Aguiar, dona de seis medalhas em Mundiais e bronze nos Jogos de Londres 2012 e Rio 2016. O problema é que ela lesionou o joelho há dois meses, teve que operar, e só volta a competir em março. As chances seguem grandes, mas Mayra terá que correr contra o tempo para chegar em 100% da sua forma.

Com 22 medalhas na história das Olimpíadas, o judô é sempre fonte de bons resultados do país em Olimpíadas. Desde 1984, o Brasil frequenta o pódio ao menos uma vez por edição. É bem provável que essa tradição continue, o país tem outros bons judocas, mas o baque de perder uma atleta como Rafaela Silva é enorme.

Se fosse para fazer uma aposta, acredito que o Brasil sairá de Tóquio com duas medalhas: uma de Mayra, que apesar da lesão tem grandes chances de seguir entre as melhores do mundo, e outra no peso pesado feminino, em que o país ainda nem definiu sua representante. Maria Suelen e Beatriz Soares estão entre as seis melhores do ranking mundial e qualquer uma delas que confirme a classificação (apenas uma por país se classifica) chegará como favorita ao pódio.

O problema é que, historicamente, o judô nacional chega com dez ou onze chances reais de pódio nas Olimpíadas, para conseguir três ou quatro medalhas. E, com os resultados dos atletas nacionais nos últimos anos, a seleção terá no máximo oito possibilidades reais de pódio. E, com uma menor chance de medalha, com certeza o número de pódios irá cair.

Além de Mayra e no peso pesado feminino, o país chegará com boas chances no pesado masculino, em que o representante pode ser ou Rafael Silva (duas vezes medalhista olímpico) ou David Moura (vice-campeão mundial em 2017). Outros atletas com possibilidades razoáveis de ir ao pódio são os novatos Larissa Pimenta e Daniel Cargnin e as experientes Maria Portela e Ketleyn Quadros.

Fonte: Globo esporte


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