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Reforço do Cruzeiro, Barcos diz que não gostava do apelido ‘pirata’, mas público brasileiro o incentivou a apreciar brincadeira

Quem já viu o argentino Hernán Barcos celebrando seus gols tapando um dos olhos, em alusão a um pirata, nem acredita que ele já chegou a rechaçar o apelido carinhosamente colocado pela torcida da LDU de Quito, do Equador. O próprio jogador explicou como surgiu a brincadeira. Segundo ele, a expressão ‘pirata’ é associada na Argentina a homens que vivem na noitada com muitas mulheres. E a palavra navio traduzida para espanhol significa ‘barco’ – gerando uma clara associação ao sobrenome do atacante. Como sempre foi caseiro e avesso à vida boêmia mesmo nos momentos de folga, Barcos ficava incomodado.

“O apelido Pirata começou no Equador, em 2011. Eu não gostava muito, porque Pirata, para nós argentinos, é o cara que sai à noite para festas, um pirata mesmo. E eu não gostava, pois ficava em casa. Aí fica com uma imagem de festa, que eu não tinha. Então não gostei muito”, disse, em entrevista de apresentação na Toca da Raposa II.

Quando Barcos trocou a LDU pelo Palmeiras, em fevereiro de 2012, pensou que estaria livre da alcunha. Nada disso. A torcida alviverde continuou a chamá-lo de ‘pirata’, bem como a imprensa local. De acordo com o centroavante, a jornalista Renata Fan, apresentadora do programa esportivo Jogo Aberto, da TV Bandeirantes, foi quem lhe sugeriu comemorar os gols tapando um dos olhos.

“Saí do Equador e pensei: ‘tchau, pirata’. Aqui no Brasil, outra vez veio o pirata. Não tinha o que fazer. Fui convidado para um programa, aí a Renata Fan disse para eu fazer o gesto do pirata quando fizesse um gol, então viralizou. Até hoje comemoro com o gesto. Muitas crianças e pessoas hoje continuam fazendo”.

Piratinha

Na passagem pelo Grêmio, Barcos encontrou mais um motivo para seguir festejando seus gols à moda ‘pirata’. É que a torcedora-mirim Gabrieli Medeiros, à época com quatro anos e em tratamento de leucemia linfóide aguda (um tipo severo de câncer), era fã do jogador e sempre imitava seu gesto. Sensibilizado após tomar conhecimento do caso, o ídolo conheceu a menina e seus familiares na pequena cidade gaúcha de São Sepé, a 265 quilômetros de Porto Alegre. Gabrieli, que passou a ser chamada de ‘Piratinha’, venceu a doença após várias sessões de quimioterapia.

Hoje, a página de Gabrieli no Facebook tem mais de 33 mil curtidas. Frequentemente, os pais publicam fotos da menina e mantêm os seguidores informados sobre seu estado de saúde. Além disso, há mensagens que incentivam as pessoas a ajudarem crianças em tratamento contra qualquer tipo de câncer.

Garoto-propaganda

O próprio Cruzeiro utilizou o apelido de Barcos para divulgar os produtos de uma empresa do ramo alimentício. Sentado à mesa diante de frascos de molhos, temperos, pimentas e especiarias, o jogador respondeu várias perguntas enviadas por torcedores.

Por que piratas usavam tapa-olho?

O site Megacurioso reproduziu uma explicação do portal Mental Floss sobre o motivo de os piratas da era moderna usarem tapa-olho. A teoria mais aceita é que o acessório melhorava a visão, especialmente na mudança do ambiente interno para a parte externa do navio. Especialistas na área médica de oftalmologia afirmam que os olhos humanos se adaptam rapidamente na transição do escuro para o claro, mas demoram até 25 minutos no processo inverso. Assim, quando precisavam ir a um espaço pouco iluminado, os piratas trocavam o tapa-olho de lado e conseguiam enxergar melhor.

Só falta o BID

Barcos jogou 22 partidas no primeiro semestre pela LDU. Ele marcou 11 gols e colaborou com oito assistências. Como vinha treinando e jogando normalmente, só dependerá da regularização de seu contrato no Boletim Informativo Diário da CBF. O argentino foi contratado até 30 de junho de 2019, com opção de renovação por mais um ano.

FONTE: SUPERESPORTE


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