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Seguro de si, Flamengo amplia repertório e fica a um jogo do quinto título com Jorge Jesus

Repare bem no primeiro gol do Flamengo na vitória sobre o Volta Redonda, pela semifinal da Taça Rio. Quando Filipe Luís encontra Gabigol, o atacante já sabe o que fazer. Para quem estava no estádio, o tapa na bola do camisa 9 parece até despretensioso, até que encontra Bruno Henrique livre no meio de uma desmontada zaga adversária.

Talvez Gabigol nem precisasse abrir os olhos para dar aquele passe. Ele sabia exatamente onde estaria Bruno Henrique. Você pode creditar isso ao entrosamento cada vez mais fino da dupla mais letal do atual futebol brasileiro. Mas também há uma boa dose do trabalho de Jorge Jesus.

Como o Mister disse após a vitória sobre o Boavista, o Flamengo joga da mesma maneira seja quem for o adversário. Os jogadores estão cada vez mais conscientes do que precisam fazer. O time funciona como uma precisa engrenagem, completamente automatizado.

Os mistérios do Mister

Quando o lateral Everton Silva, do Boavista, relata que não dá nem para entender o que os jogadores do Flamengo falam em campo, é mais do que mensagens cifradas. Termos como “pula uma casa” e “faz a movimentação do 3” são exemplos da metodologia empregada por Jorge Jesus no dia a dia, a grande responsável pela forma como o Flamengo atual joga.

Jesus é notoriamente reticente quanto a falar de seus métodos de treino. Os jogadores também compraram a ideia. Questionado numa coletiva, Rafinha classificou os termos utilizados como “segredo de estado”.

Por um lado, há de se lamentar, porque conhecer a fundo os métodos do português enriqueceria o debate no futebol brasileiro. Por outro, talvez este seja o grande segredo deste Flamengo: como os jogadores conseguem executar de forma tão precisa e clara todas as ideias do Mister.

Gabigarçom ataca novamente

Automatizado, com jogadores de excelente qualidade técnica, o time se potencializa. E cada vez mais amplia seu arsenal. O artilheiro Gabigol agora virou camisa 10. Dentro de um sistema de jogo com o qual está familiar e lhe dá liberdade, ele desandou a dar assistências – são oito em 12 jogos em 2020, mais do que o triplo de sua melhor média na carreira.

Gerson cresce a cada dia. Ele domina o meio-campo. É o cara que inicia a pressão, elemento-chave do jogo rubro-negro. É quem desarma, quem inicia as jogadas, quem aparece na área para finalizar. Tudo dentro de um ambiente que lhe é familiar, que ele entende completamente o que precisa fazer e quando deve fazer.

Os adversários do Flamengo no retorno do futebol foram todos de menor expressão. Feita a ressalva, a maneira como o time dominou amplamente as partidas chama a atenção.

Uma confirmação desta versão 2020 rubro-negra, ampliada e revisada por Jorge Jesus, pode acontecer diante do Fluminense, pela final da Taça Rio.

Num clássico valendo o título carioca para o Flamengo, será possível analisar ainda melhor em que nível está a equipe.

Fonte: Globo esporte


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