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Sem criatividade e alternativas, Fluminense pouco entra na área do Luverdense

O empate em 0 a 0 do Fluminense com o Luverdense, pela terceira fase da Copa do Brasil, marcou uma das atuações mais apáticas da equipe de Fernando Diniz na temporada.

Sem inspiração, o time tricolor parou na equipe mato-grossense. Por outro lado, também não foi ameaçado. Com o resultado, terá de vencer na próxima terça-feira no Maracanã, se não quiser precisar de pênaltis para decidir a vaga.

TRAVADO NO MEIO DE CAMPO

O Fluminense manteve a proposta de jogo de Fernando Diniz, buscando ter a bola para assumir o controle das ações. Porém, diante de uma equipe bem fechada defensivamente e em um gramado pesado que não favorecia o toque de bola com velocidade, o Tricolor não conseguiu infiltrar na defesa rival. O mapa de calor da partida, feito pelo Footstats, mostra que o time mal pisou na área adversária (veja abaixo). Tal dificuldade ocorreu pelo segundo jogo consecutivo, afinal, o panorama foi parecido na derrota por 2 a 1 para o Flamengo na semifinal da Taça Rio.

GANSO E ATAQUE NÃO SE DESTACAM

Com o coletivo não indo bem, o Fluminense dependeu de uma grande atuação individual e não teve. Ganso esteve discreto mais uma vez. Se movimentou pouco e não arriscou passes em profundidade. O ataque, grande força do time no ano, não funcionou. Everaldo, que costuma ser a válvula de escape pelo lado esquerdo, não conseguiu quebrar as linhas da defesa adversária. Luciano teve o espírito brigador de sempre, mas não foi o suficiente. E Yony González pouco apareceu.

FLU NÃO MOSTRA ALTERNATIVAS, E DINIZ NÃO ACERTA NAS MEXIDAS

Diante do cenário, o Fluminense voltou a mostrar poucas alternativas para mudar o panorama do jogo. Fernando Diniz demorou a mexer no time e não apresentou criatividade nas alterações. Com jogadores mais incisivos como opções, como Calazans e Mateus Gonçalves, preferiu mais uma vez colocar Dodi, no lugar de Ezequiel, que estava improvisado na lateral-esquerda. Na parte final do jogo, colocou João Pedro na vaga de Yony e, nos minutos finais, pôs Daniel no lugar de Ganso. O jovem atacante foi um alento, ao mostrar serviço nos poucos minutos que jogou.

AS NOVIDADES DO TIME

Sem Airton, machucado, Diniz começou a partida com Caio Henrique como primeiro volante, e improvisou Ezequiel, lateral-direito de origem, no lado esquerdo. Mesmo sem ter brilhado, Caio mostrou qualidade e calma na saída de bola, provando que pode também fazer a função na ausência. Ezequiel, por sua vez, esteve tímido – muito provavelmente pela improvisação, e fez o time perder força pelo lado esquerdo. Nino foi outra novidade do time, no lugar de Léo Santos, machucado. O zagueiro ex-Criciúma teve atuação segura e mostrou que pode ser opção para o técnico.

No segundo tempo, com a saída de Ezequiel para a entrada de Dodi, Caio Henrique voltou a atuar na lateral-esquerda. Minutos depois, Caio apareceu bem no ataque, mas acabou desperdiçando a melhor chance do time na partida.

SE NÃO FAZ, AO MENOS NÃO TOMA

Se fez pouco ofensivamente, o Fluminense, ao menos, mostrou-se seguro na defesa. O time de Fernando Diniz teve sucesso em anular os contra-ataques, principal proposta de jogo da equipe rival. A maior chance do Luverdense foi apenas aos 36 do segundo tempo, em bola levantada na área, que João Pedro interviu.

Fonte: Globo esporte


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