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Surfista santista é referência no Surf Dog no Brasil

Um cachorro surfando? Isso mesmo. No Surf Dog, um cãozinho esbanja simpatia e mostra todo o seu talento em cima da prancha, e a Baixada Santista está muito bem representada nesse esporte.

Natural de Santos, Kaylane de Souza e seu cãozinho Areia ficaram com a quarta colocação na categoria Duplas no Amore Di Cane Surf 2020, primeiro torneio exclusivo da modalidade no país, disputado por duplas de todo o Brasil.

– Temos campeões mundiais de Surf Dog no Brasil, e eu acho bem legal poder fazer parte dessa modalidade aqui também, porque todos nós podemos surfar, até os cachorros. E ser a primeira mulher a surfar com um cachorro na prancha, pois todos nós sabemos as dificuldades, é fantástico – disse Kaylane.

A modalidade que está chegando aos poucos no Brasil é febre no exterior. Na Califórnia, as competições existem há dez anos e, além da disputa, têm como objetivo arrecadar fundos e conscientizar o público sobre assuntos importantes relacionados aos animais, como criação, doação e cuidados veterinários.

Além da quarta colocação junto de sua dona, o cãozinho Areia subiu no pódio na categoria Solo, onde o cachorro surfa sozinho em cima da prancha. O cão santista ficou em terceiro e desbancou Bono, labrador referência mundial na modalidade e pentacampeão mundial de Surf Dog.

– A gente ficou em terceiro no ranking brasileiro, conseguimos deixar o Bono em quarto, ele que é referência na modalidade mundial, máximo respeito por ele. E o Areia, nosso Vira-Lata amigão, conhecido por todos de Santos, ficou em terceiro na modalidade solo, onde ele fica sozinho na prancha, abanando o rabinho e fazendo a alegria da galera – contou a dona do cãozinho surfista.

Como acontece muito, o Areia foi mais um cachorro que surgiu na praia. Na altura do Canal 1, em Santos, onde Kaylane dá aulas de surfe, Areia apareceu e escolheu sua dona.

– Ele ficava vendo essa rotina. Eu ficava dando aula para as crianças e ele via a festa que todos faziam quando um aluno conseguia ficar em pé com todas as dificuldades. Ele ficava feliz. Aí automaticamente ele subiu na prancha e começou a pegar onda praticamente sozinho. Todo mundo na praia começou a conhecê-lo. Ele começou a me seguir e daí em diante já faz um ano que a gente surfa junto – afirmou Kaylane, que disse que o cão também é uma espécie de professor em suas aulas. – Além de ser meu companheiro canino, ele é um professor, porque ele me ajuda muito nas aulas. Através da visualização, muitas crianças aprendem observando a forma como ele se comporta e reage às adversidades da praia. Ele acaba ensinando essa vivência do surfe – complementou.

Mas parece que a família canina do surfe santista está crescendo na cidade. Além de Areia, a cachorrinha Mamady está seguindo os passos do amiguinho de quatro patas.

– Ela é a discípula (do Areia), a gente costuma chamá-la de ‘guard-life’, porque ela tem o mesmo comportamento de um guarda-vidas. Ela fica preocupada quando alguém vai para o fundo do mar. Então ela fica em pé na beira da água – completou Kaylane.

Ainda não há outra competição de Surf Dog prevista para acontecer no Brasil, mas Kaylane espera que a modalidade consiga abrir portas no país.

– Eu espero do Surf Dog uma maior valorização do resgate da essência do surf e que com esse olhar possamos pensar mais na natureza. Que as marcas e empresários invistam nesse entretenimento, pois o público se interessa e adora ver na beira da praia. Espero que o Surf Dog cresça e vire tradição da nossa cultura Surf. E que o surf dog seja usado como chave para uma conscientização e amor pelos animais – finalizou.

Fonte: Globo esporte


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