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Talento e devoção: o segredo do sucesso dos boxeadores cubanos que não pensavam em dinheiro

Ao longo dos últimos 50 anos, Cuba produziu mais medalhistas olímpicos de boxe do que qualquer outro país – foram nada menos que 73 medalhas, 38 delas de ouro. Esse sucesso foi encabeçado por Teófilo Stevenson, ouro nos Jogos de Munique 1972, Montreal 1976 e Moscou 1980, que chegou a recusar uma oferta de US$ 1 milhão para lutar contra Muhammad Ali e se tornar profissional. Também na vanguarda do boxe cubano estavam Félix Savón e o homem por trás de suas maiores conquistas, o lendário treinador Alcides Sagarra Carón.

O filme “The People’s Fighters”, parte da série “Five Rings Films”, do Olympic Channel, é dirigido e narrado pelo cineasta Peter Berg, que tem no currículo “Friday Night Lights”, série americana de sucesso, e Patriots Day, drama sobre o atentado à Maratona de Boston em 2013. O documentário é a atração desta sexta-feira da “Faixa Olímpica”, que vai ao ar no SporTV 3, às 23h. Veja o trailer abaixo:

– Como campeão, Teófilo foi o maior, um exemplo para todos nós – disse Savón após a morte de Stevenson, em 2012. – Quando parou de lutar, ele me ensinou alguns de seus truques e eles foram o segredo do meu sucesso.

Filmado em Havana e nos Estados Unidos, “The People’s Fighters” traz participações de Savón, Sagarra e do ex-campeão mundial dos EUA e medalhista de ouro olímpico Oscar De La Hoya.

– Como um americano, eu queria ganhar dinheiro depois de me tornar um medalhista de ouro olímpico, para dar a minha família uma vida melhor – diz De la Hoya no documentário. – Mas não em Cuba. Eles não funcionam dessa forma. Os lutadores cubanos não pensam em quantos milhões eles podem ter. É tudo uma questão de deixar seu país orgulhoso. Esse é o jeito cubano.

Fonte: Globo esporte


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