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Tem vaga na Seleção? Marinho vive ápice da carreira no Santos e ganha elogios de Tite: “Destaque”

Marinho vive o ápice de sua carreira no Santos. Decisivo e goleador com a camisa do Peixe em 2020, o atacante se afasta cada vez mais da figura folclórica de memes para se firmar com um dos destaques do Brasileirão.

A boa fase do camisa 11 tem atraído olhares até da comissão técnica da seleção brasileira. Na última segunda-feira, em entrevista ao programa “Bem, Amigos”, do SporTV, Tite elogiou o desempenho de Marinho no Santos e admitiu que observa o atacante para futuras convocações.

– O Marinho e o Galhardo (do Inter) têm os elogios em função do desempenho. A gente tem que entender também que nas funções que eles exercem há concorrência. Então, você tem jogadores de nível que estão disponíveis e disputando essas convocações. A gente vai ficar acompanhando. Eles têm sido destaques – afirmou Tite.

Essa é a primeira vez que Marinho entra na mira da seleção brasileira. Mas, antes de atingir esse status de líder e referência dentro e fora de campo aos 30 anos, o atacante rodou o Brasil e o exterior até se encontrar no Santos.

O atacante começou sua trajetória no futebol no Corinthians Alagoano, em 2005. No ano seguinte, foi contratado pelo Fluminense, clube no qual passou um ano antes de se transferir para o Internacional. Depois, foi emprestado para várias equipes: Caxias, Paraná, Goiás e Ituano, até ser contratado pelo Náutico, em 2014.

Na temporada seguinte, ele foi vendido para o Ceará, onde destacou-se e chamou atenção do Cruzeiro. Pelo clube mineiro, porém, o atacante não se adaptou, tendo feito 12 partidas e somente um gol.

Sem espaço, ele foi emprestado ao Vitória, em 2016. Pelo clube baiano, Marinho viveu umas das suas melhores fases. Entre Campeonato Brasileiro, Baiano, Sul-Americana e Copa do Brasil, o atacante marcou 21 gols e despertou o interesse do Changchun Yatai, da China.

Marinho teve uma passagem tímida pelo clube asiático. Ele disputou 23 partidas mas só marcou três gols. No ano seguinte, em 2018, o atacante voltou ao Brasil, dessa vez para defender o Grêmio, equipe pela qual também não teve destaque: 15 jogos e somente um gol. Após atuar pelo time gaúcho, o atacante seguiu ao Santos. E, na Vila, ele se achou.

Em sua primeira temporada, comandado por Jorge Sampaoli, ele já havia se destacado: foram 28 partidas disputadas e 8 gols marcados. Mas é em seu segundo ano jogando com a camisa santista que Marinho vive seu melhor momento.

Um dos líderes do elenco, ele soma 16 jogos, dez gols e três assistências na temporada. Vale ressaltar que o atacante ainda teve de lidar com uma fratura no pé esquerdo no início do ano, que o tirou de praticamente todos os jogos antes da pandemia.

Vivendo bom momento em campo, o atacante também se engaja em questões além das quatro linhas. Após um dos seus dois gols sobre o Atlético-MG, por exemplo, o atacante comemorou em libras, a língua brasileira de sinais. Ele está aprendendo a se comunicar na linguagem e, no recado, fez gestos de amor, beijos e Deus.

– Tem muitos torcedores que precisam viver essa emoção, e pouca gente se dá conta disso. Queria trazer um pouco dessa emoção para essas pessoas. Venho aprendendo diariamente, estudando. Jogador de futebol não pode ter somente responsabilidade em campo, mas fora, principalmente – disse Marinho, por meio de sua assessoria de imprensa.

Buscando seu primeiro gol na Libertadores, Marinho deverá estar entre os titulares do Santos para o duelo contra o Delfín, nesta quinta-feira, às 23h, no Equador, pela fase de grupos da competição continental.

Fonte: Globo esporte


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