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Uefa revisa patrocínios do PSG, que pode cair em Fair Play e até ser excluído de torneios

Protagonistas das contratações mais caras das últimas janelas de transferências, com Neymar e Mbappé, o PSG segue tendo o Fair Play Financeiro como possível pesadelo. O jornal “L’Équipe” aponta nesta quarta-feira que a investigação reaberta pela Uefa sobre as contas do clube revisou os valores dos patrocínios, o que deixaria os frances fora das regras impostas pela entidade.

A publicação diz que, após reabrir o caso no começo de julho, a Câmara de Adjudicação da Uefa está sendo mais severa com as contas do Paris Saint-Germain e decidiu revisar os valores dos contratos de patrocínio com as empresas de xeques cataris (um órgão de fomento ao turismo, um banco, uma operadora de telecomunicações, um canal de TV e um centro médico). Os ingressos seriam, na visão do órgão, 37% menores.

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O jornal diz que, por exemplo, o contrato de patrocínio com a Autoridade de Turismo do Catar

(QTA, na sigla em inglês) teria sido reduzido de € 100 milhões para € 58 milhões na atual temporada. A mesma porcentagem de queda, diz a publicação, teria sido suficiente para fazer o clube ultrapassar ter um déficit de € 84 milhões na temporada 2016/17.

De acordo com as regras do Fair Play Financeiro da Uefa, um clube não pode registrar déficit acima de € 30 milhões em um período de três temporadas. As punições para as equipes que não se enquadrem nas regras são progressivas – e o PSG poderia ser alvo de duras sanções por ser reincidente, após ser punido em 2014.

O clube poderia, por exemplo, ser proibido de participar de competições organizadas pela Uefa durante um período – o que o deixaria de fora de seu grande objetivo a cada temporada, a Liga dos Campeões. Há, ainda, outras sanções como proibição de inscrição de jogadores e retenção de receitas nas competições.

O “L’Équipe” ainda destaca que a Uefa pretende observar de perto as contas do clube nas próximas temporadas, disposta a verificar como o clube amortizará os gastos com estrelas do futebol mundial, como Neymar (que custou € 222 milhões) e Mbappé (€ 180 milhões). O clube teria que conseguir, diz o jornal, € 150 milhões de receita anual para equilibrar as contas.

Fonte: Globo esporte


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