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Vitória no Uruguai é mais um nítido degrau alcançado na escala de evolução do Atlético-MG

O Atlético-MG venceu o Defensor por 2 a 0, no Luis Franzini, em Montevidéu, e deu um grande passo rumo à classificação para a fase de grupos da Copa Libertadores (veja os melhores momentos no vídeo acima). O resultado é o que todos já viram, mas a forma com que ele foi construído é terreno fértil para uma análise sobre a evolução atleticana na temporada 2019.

O desempenho contra o Defensor não foi perfeito. Longe disso. Foi, porém, bem melhor do que aquele apresentado há duas semanas, no mesmo estádio, contra o Danubio. Não só pelo resultado.

Naquela partida, válida pela segunda fase da Libertadores, o Atlético-MG tomou dois gols com o adversário tendo uma incrível facilidade para chegar cara a cara com Victor em condição de finalizar. Houve um “buraco” imenso entre os volantes e os laterais, e os dois gols sofridos trouxeram um grau de dificuldade desnecessário à classificação do Galo. Contra o Defensor, o time não sofreu gols, o que evidencia uma melhora – mas não uma correção completa.

O problema nas laterais foi amenizado, mas a marcação no meio-campo mostrou fragilidades. Adilson e Elias não fizeram um grande jogo e tiveram dificuldades para conter os avanços uruguaios. Não à toa Levir Culpi usou duas substituições para tentar resolver o problema no setor, com as entradas de Zé Welison e Jair.

Réver e Igor Rabello, apesar de muito sólidos na bola aérea, ainda vivem o processo de entrosamento. Ainda “batem cabeça” em um lance ou outro, mas isso só será resolvido com o tempo. A dupla tem a confiança da comissão e do torcedor. E tem tudo para fazer um ótimo 2019.

No ataque, um velho problema voltou a aparecer contra o Defensor: gols perdidos. Ricardo Oliveira, Luan, Fábio Santos… não é difícil citar jogadores que tiveram boas chances, mas desperdiçaram. O balanço final foi positivo, o resultado melhor ainda, mas o alerta segue: o aproveitamento nas finalizações precisa melhorar, já que a criação, até aqui, tem funcionado.

Vale destacar a excelente atuação de Luan, peça importantíssima para o time do ponto de vista tático. E também vale ressaltar a fase espetacular que vive Cazares. Mais uma assistência na conta, mais um gol feito, quase outro golaço anotado. O Galo tem, hoje, o que sonhou por muito tempo: um camisa 10 regular. A torcida, obviamente, torce para que a fase dure o máximo possível.

O lado bom da pré
Na próxima quarta-feira, no Independência, às 21h30 (de Brasília), o Atlético-MG tem o “segundo tempo” do duelo com o Defensor e tem tudo para carimbar sua vaga no Grupo E da maior competição do continente. A popular pré-Libertadores é perigosa, é verdade, mas, para o Galo, tem sido de grande valia. Os degraus que o time subiu desde a estreia até o atual momento são evidentes, e até os erros cometidos têm seu lado positivo: apareceram na hora certa.

O Atlético-MG, se chegar lá, vai entrar na fase de grupos já no “nível 3” de evolução. O primeiro nível foi contra o Danubio, quando o Galo complicou um duelo contra um time evidentemente mais fraco. O segundo é o atual, no duelo com o Defensor, e o time de Levir Culpi tem demonstrado mais maturidade para deixá-lo para trás. E, com isso, tem provado que está preparado para avançar pelos próximos degraus.

Fonte: Globo esporte


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