- Política

Dilma ampliou gasto com assessores durante campanha ao Senado

A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) concentrou despesas de viagens com assessores a que tem direito por ser ex-chefe do Executivo no período da campanha ao Senado Federal por Minas Gerais, segundo dados do governo federal obtidos pelo R7 por meio da Lei de Acesso à Informação.

Os gastos com até 8 assessores são cobertos pelo governo, e Dilma lidera o ranking dos ex-presidentes que custam mais aos cofres públicos nesse quesito.

Nas viagens que aconteceram total ou parcialmente entre 16 agosto – início oficial do período de campanha eleitoral – e 7 de outubro, data da eleição, foram 295 diárias pagas, quase a metade de todo o ano. O custo para os cofres públicos foi de R$ 66,4 mil, 26,4% do gasto de todo o ano da ex-presidente com os assessores. Pelo menos quatro funcionários ficaram em companhia da ex-presidente por mais de 40 dias.

O gasto no período superou intervalos em que foram feitas viagens internacionais, como a Buenos Aires, Londres e Manchester (Inglaterra), Califórnia (EUA) e Madri e Barcelona (Espanha) – ocasiões que Dilma aproveitou para falar da situação política no país e da prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Ao final da eleição, Dilma não conseguiu se eleger senadora. Procurada na quarta-feira (24), a ex-presidente não comentou os gastos durante a campanha em 2018.

Seguranças e motoristas

As diárias são um reembolso de despesas dos até oito assessores a que os ex-mandatários têm direito, além de dois veículos e seus respectivos custos com combustível e manutenção. Dois dos assessores são motoristas, quatro são destinados a apoio pessoal e segurança e outros dois são funcionários em comissão de uma categoria chamada Grupo-Direção e Assessoramento Superiores.

Todos podem ser escolhidos livremente pelos ex-presidentes. Não há limite para os gastos ou de funções que possam ser exercidas pelos assessores. As diárias pagas pela Presidência da República podem chegar a R$ 268 para viagens no país.

Boa parte das viagens de assessores de Dilma no período eleitoral tiveram origem em Porto Alegre, onde residiria parte da equipe que costuma acompanhar a ex-presidente. Dilma mudou seu domicílio eleitoral em abril de 2018 para poder concorrer ao Senado por Minas Gerais. E um dos destinos comuns das viagens foi Belo Horizonte, que foi sede da campanha.

Também houve diárias em cidades mineiras como Ipatinga, Montes Claros, Governador Valadares, Teófilo Otono, Uberlândia e Uberaba, entre outras.

Fonte: R7


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