- Política

Sem acordo, novo imposto fica de fora da reforma tributária

Sem acordo com os líderes do Congresso, o governo recuou e não irá enviar, por enquanto, a proposta criação de um novo imposto sobre pagamentos digitais, nos moldes da extinta CPMF, para compensar a desoneração da folha para até dois salários mínimos.

O governo, no entanto, ainda não desistiu da proposta, mas precisará de mais tempo para vencer as resistências no parlamento.

Tirando esses dois pontos, do novo imposto atrelado à ampliação das desonerações, o governo mantém a proposta de enviar toda a reforma tributária, não mais em fases, para o Congresso, o que deve acontecer ainda nesta terça-feira (29).

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Apesar de não citar o novo imposto, o ministro Paulo Guedes deixou claro em sua fala à imprensa que o ponto novo imposto/desonerações ainda está sendo discutido.

“O pessoal informal nós gostaríamos que fossem absorvidos pelas empresas ali na frente, barateando o custo do trabalho. O custo de criar o emprego. O Brasil precisa criar emprego em massa. Então, do ponto de vista político, continuamos estudando esse capítulo especificamente na reforma tributária. O resto praticamente já está acertado”, disse.

O recuo é resultado de uma nova estratégia do governo, a de submeter a reforma tributária elaborada pelo Ministério da Economia aos líderes do Congresso antes de ser enviada formalmente ao Congresso, em função da viabilidade política da aprovação. Por isso que o texto apresentado hoje para parlamentares sofreu alterações.

Guedes falou após a reunião entre Bolsonaro, ministros e líderes do Congresso, quando foi anunciada a criação do Renda Cidadã, ampliação do Bolsa Família.

Mesmo sem a proposta de ampliar as desonerações, e veto à ampliação da desoneração da folha de pagamentos de 17 setores deve ser votado pelo Congresso nesta quinta (1º) e deve ser derrubado. Com a derrubada, os 17 setores mantém o benefício da desoneração até o final de 2021.

Fonte: R7


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