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Bloco distribui munguzá e recarrega ‘baterias’ de foliões em Olinda

Dois mil litros de mungunzá, conhecido no Sudeste do país como canjica, foram distribuídos gratuitamente nesta Quarta-feira de Cinzas, no Alto da Sé, em Olinda, para dar força e energia aos foliões que ainda querem pular carnaval e aguardam o tradicional Bacalhau do Batata. A distribuição é feita há 24 anos pelo Bloco Mungunzá de Zuza Miranda e Thaís.

“Chegamos aqui na Sé às 7h. Às 10h, simbolicamente trocamos nossa camisa do Mungunzá pela do Bacalhau do Batata. Afinal, o Mungunzá surgiu assim, da nossa vontade, que somos músicos carnavalescos, de permanecer levando energia para os foliões na Quarta-feira Ingrata”, afirmou Zuza, enquanto distribuía mungunzá ao lado da esposa, Thaís.Neste 24º do Bloco, homenageado foi o artista Luiz Tarcísio, que faz cover de Waldick Soriano e há uma década acompanha o Mungunzá. “Fui criado ouvindo Waldick em casa, meus pais adoravam. Estou muito feliz com a homenagem de Zuza Miranda e Thaís”, disse Luiz Tarcísio.

Enquanto o público fazia fila para degustar o mungunzá, o Bloco contou com orquestra, passistas e malabaristas para agitar aqueles que já estavam de prontidão. Entre os foliões mais dispostos estava o recifense Geraldo Matos, de 70 anos, com sua burrinha elétrica adaptada e seu próprio estandarte.

“Desde novembro que venho brincando, nas prévias da Pitombeira, no Quinta no Galo. Onde tem frevo, levo a burrinha, pois ela é ciumenta, não deixo ela só”, afirmou o folião, comentando que ainda está cheio de energia para brincar. “Ainda trabalho, sou biomédico, então encerro hoje, responsavelmente”, explicou Geraldo.O casal Sérgio de Castro, de 42 anos, e Wilson Albuquerque, de 55 anos, foram com uma fantasia chamada de “recolhendo as cinzas”. “A gente queria um pouco mais. Uma coisa bacana é que não vimos nenhuma confusão. Nem em Olinda, nem no Galo, nem no Recife Antigo. E só brincamos na rua”, disse Sérgio, que estava aguardando o Bacalhau para fechar o carnaval com chave de ouro.

Com a família, o garoto Alexandre Filipe Feijó, de 11 anos, curtia o som da orquestra de frevo com seu boneco. “Desde pequeno que ele brinca em Olinda. Agora, já quer um boneco maior, esse que ele está mandamos um bonequeiro fazer. Mas o sonho dele mesmo é tocar caixa”, conta a avó dele, Flávia Delicato, de 63 anos.

Por volta das 8h, o Bloco do Mungunzá realizou a “corrida dos monstros”, que premia com R$ 200 o “monstro” e a “monstrinha” que chegam primeiro ao Alto da Sé, subindo a ladeira correndo, após a “virar” uma dose de cachaça. O público se mostrou eufórico com a competição.

Os vencedores foram Pedro César, de Paulista, e Amanda Leal, de Belo Horizonte. “Há seis anos passo o carnaval em Olinda, e sempre participo da Corrida, mas essa é a primeira vez que ganho, já fiquei em segundo lugar uma vez”, afirma Amanda, com seu prêmio em mãos, comentando que o “segredo é dormir bem”.

Fonte: G1


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