- Brasil

Família se arrisca e mergulha em casa submersa para tentar salvar móveis durante cheia no interior do AC

Além de ter que lidar com a situação da cheia, moradores do município de Sena Madureira, no interior do Acre, estão com medo, pois bandidos estão saqueando as casas. Por isso, a família do diarista Ciro Souza resolveu se arriscar e mergulhar dentro da casa onde moram para tentar retirar o que restou.

Uma equipe da Rede Amazônica Acre esteve no local e flagrou o momento em que os sobrinhos do diarista mergulham, mesmo com a correnteza do Rio Iaco que inundou, e entram na casa, que está submersa, por uma janela. Os meninos não parecem ter medo e retiram vários móveis, entre eles uma mesa e cadeiras.

Souza disse que teve que tomar essa atitude, após bandidos entrarem pelo telhado da casa dele, única coisa que ficou fora da água, para tentar salvar o que restou.

Policiamento
O tenente Fábio Diniz, do Batalhão da Polícia Militar na cidade, explica que são feitos patrulhamentos, mas que a situação é difícil de controlar.Mesmo tendo uma leve vazante no nível das águas, o Rio Iaco, em Sena Madureira, ainda segue desabrigando mais de 1,4 mil famílias. Mesmo apresentando uma pequena vazante, o rio segue com mais de 2 metros acima da cota de inundação, que é de 15,20 metros. Segundo dados do Corpo de Bombeiros, o rio marcou 17,93 metros nesta terça-feira (23).

Cheia em Sena Madureira
O nível do Rio Iaco em Sena Madureira, no interior do Acre, está baixando, mas o manancial segue com mais de 2 metros acima da cota de transbordo, que é de 15,20 metros. Segundo dados do Corpo de Bombeiros, o rio marcou 18 metros nesta terça-feira (23).

O manancial baixou 12 centímetros nas últimas 24 horas, mas continua atingindo 17.376 pessoas do município. Essa é a maior cheia desde 1997, quando rio marcou 19,40 metros.

Ainda conforme os dados, mais de 4,3 mil famílias estão atingidas pela cheia, 2.531 famílias estão desalojadas, ou seja, foram levadas para casas de parentes e outras 1.465 estão desabrigadas.

Informações do gabinete de crise instalado na cidade apontam que, ao todo, Sena Madureira está com 47 abrigos, instalados em escolas, igrejas e repartições públicas. A estimativa é que cerca de 70% da cidade esteja atingida pela cheia. Pelo menos 12 bairros estão 100% atingidos pela alagação.Calamidade pública
O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) reconheceu, na segunda (22), em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), estado de calamidade pública em 10 cidades do Acre atingidas por inundações causadas pela cheia dos rios no estado.

Os municípios de Rio Branco, Sena Madureira, Santa Rosa do Purus, Feijó, Tarauacá, Jordão, Cruzeiro do Sul, Porto Walter, Mâncio Lima e Rodrigues Alves enfrentam dificuldades com parte da população desabrigada (encaminhada para abrigos) e desalojada (levada para casa de parentes).

O governador do Acre, Gladson Cameli, havia decretado calamidade em uma edição extra do Diário Oficial do estado (DOE) também nesta segunda. Pelo menos em oito dessas cidades atingidas os rios estão com vazante (diminuição no nível das águas) e com estabilidade. Mesmo assim, a cheia é considerada histórica e atinge cerca de 118 mil moradores do estado acreano.

Fonte: G1


There is no ads to display, Please add some

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *