- Cidade

Vítimas de incêndio na Zona Sul de Manaus contabilizam danos: ‘O amanhã, só Deus sabe’

Na madrugada desta terça-feira (18), horas após o início de um incêndio que destruiu aproximadamente 600 casas na Zona Sul de Manaus, moradores da região atingida ainda contabilizavam as perdas. Pessoas com móveis e eletrodomésticos permaneceram pelas ruas do bairro Educandos à espera de uma oportunidade para voltar às casas – estas, já destruídas. “Agora, acabou tudo”, lamentou um morador.

Retornar para casa não era uma opção para o pedreiro Antônio Pantoja, de 43 anos, que perdeu tudo. Há 18 anos morando na comunidade, ele relata o momento em que tudo começou.

“Foi na casa da minha vizinha que começou o fogo. Tinham três crianças e três adultos na minha casa no momento. Na hora que ela [vizinha] gritou ‘socorro’, eu corri para a casa dela para tentar ajudar, para ver se conseguia apagar o fogo. Mas a gente não conseguiu porque o fogo se espalhou muito rápido. A gente não teve condições de apagar”, disse.

Com Pantoja, sobraram apenas uma bermuda e alguns móveis.

“Ficou muita gente desabrigada. Eu tenho casa de uns amigos e a gente vai pelo menos se abrigar por hoje, mas depois… O amanhã, só Deus sabe. Eu comprei minha casa pronta já e, agora, acabou tudo. Eu fiquei só com essa bermuda. Sem roupas, sem documento. Eu tirei minha televisão, tirei um colchão e quando eu voltei o fogo já tinha caído em cima. Já estava tudo queimado”, comentou.

Assim como o pedreiro, outras pessoas carregaram móveis, eletrodomésticos e até animais de estimação para longe da região atingida pelo fogo. Mesmo não morando no local, familiares e amigos das vítimas do incêndio se dispuseram a ajudar, como é o caso de Manoel Gomes, de 40 anos.

Uma tia dele e outros dois primos moravam na região atingida pelas chamas, localizada entre as ruas Inácio Guimarães e Nova.

“Eu fiquei sabendo dessa situação umas 20h. Eu saí para deixar cds na casa de um amigo e vi o fogo. Aí eu já corri para cá, porque achei que a casa da minha tia pudesse estar pegando fogo. Aqui a gente só conseguiu salvar as coisas porque a gente tirou rápido e ficou tudo aqui no meio da rua. O terreno dá pra aproveitar, mas daí não se salva mais nada”, afirmou.

A irmã da doméstica Rilda Martins, de 52 anos, também teve a casa consumida pelo fogo. Ela afirma que quando as chamas começaram, o local estava vazio. “Era umas 21h quando ela [irmã] ligou. O marido dela tentou tirar umas coisas, mas não conseguiu. Eles não estavam em casa. Quando chegaram, o fogo já estava em cima”, contou.

Abrigo

Na Avenida Leopoldo Peres, uma igreja batista funcionou como abrigo para receber as vítimas do incêndio. No local, eram distribuídas roupas, água e alimentos. Além disso, servidores da Defesa Civil Municipal realizavam o cadastro de moradores, que chegavam a todo momento.

Fonte: G1


There is no ads to display, Please add some

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *