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Cisne Negro Cia. de Dança apresenta espetáculo de coreógrafo israelense premiado, no Teatro Amazonas

O segundo dia do 8º Festival Música na Estrada terá uma noite dedicada à dança, no Teatro Amazonas, neste sábado (23/2). A partir das 20h, o Corpo de Dança do Amazonas e a companhia de dança paulista Cisne Negro – uma das mais prestigiadas da América Latina – dividem o palco para apresentar os espetáculos “Mata” e “Sra. Margareth”. A entrada é gratuita.

Com mais de 40 anos de existência, a Cisne Negro Cia. de Dança é sucesso de crítica e de público, acumulando mais de 4 mil apresentações com trabalhos apresentados nas principais cidades do Brasil e em países como Inglaterra, Estados Unidos, Canadá, Espanha, Alemanha, Argentina, entre outros. Em Manaus, a companhia apresentará a obra do premiado coreógrafo Barak Marshall, um dos maiores inovadores da dança israelense.

“Sra. Margareth”, com excertos de “Monger”, é um trabalho de dança-teatro para 10 bailarinos e conta a história de um grupo de funcionários preso no porão da casa de uma patroa abusiva. Nesta obra, o movimento de Marshall é físico e rápido, com argumentos étnicos contemporâneos, altamente emotivos, visuais e teatrais.

Na trilha musical da obra, são combinados elementos da música cigana e do sudeste europeu, passando pela música clássica e rock. “Monger” explora as dinâmicas de poder, hierarquia, livre arbítrio e os compromissos que são necessários para sobreviver. A estrutura da peça de narrativa é traçada a partir de várias fontes, incluindo a vida e a obra de Bruno Shultz e a peça “As Criadas”, de Jean Genet.

De acordo com a diretora artística da Cisne Negro, Dany Bittencourt, a obra, além de ter extrema inteligência artística e ser premiada mundialmente, toca em temas relevantes para a atualidade.

“Hoje em dia patrões abusivos como a Sra. Margareth não devem mais existir. As relações entre as pessoas devem ser respeitosas e harmônicas, independente do nível hierárquico entre elas, e a peça trata sobre isso. Temos certeza agradará muito ao público amazonense”, declara.

*Barak Marshall* – Desde sua entrada na dança em 1995, Barak tornou-se um dos maiores inovadores da dança israelense. Seu primeiro trabalho, “Aunt Leah”, ganhou o 1º Prêmio na competição Shades of Dance, do Centro Suzanne Dellal de Dança e Teatro. Em 1998, seu “Emma Goldman’ wedding” foi apresentado no Bagnolet International Competion, em Paris, onde foi premiado com louvor.

Em 2008, o Centro Suzanne Dellal contratou Barak para a criação de “Monger” – seu primeiro trabalho depois de 7 anos, que recebeu aclamadas críticas. Em 2009, ele foi convidado pelo Centro Suzanne Dellal e a Ópera Israelita para criar “Rooster”, uma peça para 12 bailarinos e para um cantor de ópera, Margalit Oved.

Seu último trabalho, “Wonderland”, também encomendado pelo Suzanne Dellal, estreou em dezembro de 2011. Neste mesmo ano, Barak foi convidado para montar diversas novas obras, incluindo uma nova para o Ballet Jazz de Montreal e para a BODYTRAFFIC Dance Company, baseada em Los Angeles.

*CDA* – Abrindo a programação do segundo dia do Festival, o Corpo de Dança do Amazonas reapresentará a peça “Mata”, que teve estreia durante a comemoração dos 20 anos do Corpo Artístico, em 2018.

De autoria do coreógrafo Clébio Oliveira, “Mata” é uma reflexão a respeito do sentimento de pertencimento social, que teve como ponto de partida a ideia de ser indígena e o sentimento de ser estrangeiro em seu próprio país.

“’Mata’ ainda é um espetáculo recente do CDA e muito relevante por tocar em temas como a cultura indígena, que cada vez mais está ameaçada e tem seu território diminuído. O Clébio também deixa a coreografia aberta a outras manifestações e reflexões, o que deixa a peça ainda mais interessante ao público”, destaca o professor e assistente de ensaio do CDA, André Duarte.

Duarte também destaca o intercâmbio com Cisne Negro durante o 8º Festival Música na Estrada. “Eu tive uma vivência com a Cisne Negro, em 2001, e é uma companhia referência no Brasil e América Latina. A proposta do Festival é realizar essas trocas riquíssima e fortalecer a cultura da região”, pontua.

*Oficina* – No dia 22 de março, a partir das 16h, no Teatro da Instalação (rua Frei José dos Inocentes, Centro), os elencos da Companhia de Dança Cisne Negro e do Corpo de Dança do Amazonas (CDA) realizarão um Workshop Criativo de Linguagem Contemporânea.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas por meio do site do Festival (http://musicanaestrada.art.br), na guia “Inscrições”. As vagas são limitadas.

*Apresentações artísticas* – O 8º Festival Música na Estrada abre a programação de apresentações artísticas, no Teatro Amazonas, nesta sexta-feira (22/3), às 20h, com o show da cantora Joanna; no domingo (24/4), a Orquestra de Câmara do Amazonas (OCA), com participação do Balé Experimental do CDA, às 11h, apresentam os concertos “Sinfonia dos Brinquedos” e “Carnaval dos Animais”; finalizando a programação, às 19h de domingo, será apresentada cantata cênica “Carmina Burana”, com a Amazonas Filarmônica, Coral Infantil do Liceu de Artes e Ofícios Claudio Santoro e os solistas convidados Flávio Leite, Inacio De Nonno e Camila Titinger. Todas as apresentações são gratuitas.

*Festival* – Desde 2011, o Festival Música na Estrada promove acessibilidade, formação de plateia e aprimoramento musical por meio do intercâmbio e da valorização de conteúdos artísticos de várias regiões do país.

Considerado um dos projetos mais relevantes no Norte do Brasil e já incorporado ao calendário de muitas cidades, a 8ª edição do Festival ocorre no período de novembro de 2018 a maio de 2019 nas cidades de Boa Vista, Belém, Manaus, Brasília e Porto Velho.

Fonte: Divulgação/SEC/AM

 


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