- Economia

É cedo para notar efeito da alta do dólar nas exportações, diz CNI

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avaliou que ainda é cedo para se notar o efeito da alta do dólar nas exportações brasileiras. A avaliação consta no documento “Coeficientes de Abertura Comercial”, divulgado nesta quarta-feira (12). O dólar fechou em alta nesta terça-feira (11) e chegou a bater R$ 4,17.

Com a moeda norte-americana mais valorizada, os exportadores recebem mais nas suas vendas para outros países, representando um estímulo às exportações. A entidade observou que o real se depreciou 10,6% comparando o acumulado em 12 meses até junho de 2018, com igual período anterior.

De acordo com a CNI, a alta do dólar é resultado de incertezas tanto no plano externo, como a política de elevação dos juros nos Estados Unidos, como no ambiente doméstico – marcado pela “lenta recuperação da confiança de empresários e consumidores e pelo quadro político indeterminado”.

“A Argentina, importante parceiro comercial do Brasil de bens manufaturados, é uma das economias mais afetadas, o que traz pressões adicionais sobre a recuperação das exportações brasileiras”, acrescentou a entidade.

Diante desse cenário, a Confederação Nacional da Indústria informou que o chamado “coeficiente de exportação”, que mede a participação das exportações na produção, ficou estável em 15,7% no acumulado em 12 meses de junho de 2018.

A entidade também informou que o “coeficiente de penetração das importações”, que mede a parcela de importados no consumo dos brasileiros, cresceu para 17,5% em doze meses até junho, contra 17,1% em 2017.

“O real depreciado desestimula importações, que se tornam mais caras, mas ainda é cedo para esse efeito ser sentido pelas quantidades importadas”, acrescentou a CNI.

De acordo com a Confederação Nacional da Indústria, a alta do coeficiente de penetração das importações ainda reflete a apreciação do real (queda do dólar) em 2016 e 2017, “bem como a recuperação, mesmo que frágil, da demanda doméstica”.

Fonte: G1


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