- Economia

Dólar opera em alta nesta quinta e bate R$ 4,14

O dólar opera em alta nesta quinta-feira (19), chegando a bater R$ 4,14, após novos cortes nas taxas de juros no Brasil e nos Estados Unidos e com os investidores reforçando as apostas de mais cortes da Selic.

Às 14h42, a moeda norte-americana subia 0,99%, a R$ 4,1442. Na máxima do dia até o momento chegou a subir 1,05%, a R$ 4,1467. Veja cotação.

No dia anterior, o dólar fechou em alta de 0,65%, a R$ 4,1035.

Juros em queda
O Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) cortou a taxa de juros dos Estados Unidos pela segunda vez no ano, para o intervalo entre 1,75% e 2%.A redução confirma a expectativa do mercado, e se alinha ao movimento de estímulos dos bancos centrais de diversos países em meio aos receios sobre o crescimento da economia global. A decisão acontece em meio a preocupações sobre os impactos da guerra comercial entre Estados Unidos e China sobre outros países, por exemplo.

No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, por unanimidade, reduzir a Selic, taxa básica de juros da economia, de 6% ao ano para 5,5% ao ano. O percentual, que já era esperado pelo mercado financeiro, é o menor desde o início do regime de metas de inflação, em 1999. É também o menor da série histórica do Banco Central, que começou em 1986.

Analistas viram no comunicado divulgado pelo BC um conjunto de indícios de que deve haver mais redução da Selic. “O texto deixou bem clara e aberta a possibilidade de novos cortes, a depender do ritmo da economia”, disse ao G1 Jefferson Laatus, estrategista-chefe do Grupo Laatus, que projeta que a Selic termine 2019 em 5% ao ano.Agentes financeiros também destacavam a saída de fluxo financeiro dos mercados domésticos como fator de impulso do dólar contra o real, destaca a Reuters.

No acumulado de setembro até dia 13, o fluxo cambial financeiro estava negativo em US$ 1,8 bilhão, segundo dados do BC.

Nesta quinta, o BC vendeu todos os US$ 580 milhões ofertados em moeda física nesta quinta-feira e negociou ainda todos os 11.600 contratos de swap cambial reverso ofertados – nos quais assume posição comprada em dólar.

Fonte: G1


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