- Economia

Lucro da Heineken aumenta 9% no 1º semestre, mas ações caem com corte de projeções

A fabricante de cervejas holandesa Heineken reportou um aumento de 9,1% no lucro líquido do primeiro semestre de 2018, em relação ao mesmo período do ano passado, para 950 milhões de euros (US$ 1,10 bilhão). Na mesma base de comparação, a receita cresceu 4,2%, para 10,78 bilhões de euros.

Em termos orgânicos, que exclui efeitos do câmbio e outros itens não recorrentes, o avanço da receita foi de 5,6%, apesar das interrupções de curto prazo na cadeia de fornecimento no Brasil, no Reino Unido e na França, informou a companhia.

A margem de lucro operacional no período recuou 1,18 ponto percentual, para 16,3%. “A margem de lucro operacional foi menor do que no ano anterior, principalmente devido à consolidação da Brasil Kirin, aos efeitos cambiais adversos e a maiores custos de insumos”, disse o diretor -presidente da Heineken, Jean-François van Boxmeer. Desconsiderada a incorporação da Brasil Kirin, a redução é de 0,76 ponto percentual.

O volume consolidado de cerveja registrou crescimento orgânico de 4,5% na primeira metade do ano, para 112,7 milhões de hectolitros. O desempenho foi impulsionado pelo acréscimo de 13% no volume de vendas na região da Ásia e do Pacífico, para 20,1 milhões de hectolitros, e de 6,1% nas Américas, para 39,6 milhões de hectolitros.

Também em termos de volume, as vendas da marca Heineken registraram crescimento orgânico de 7,5% no período, para 18,5 milhões de hectolitros, com a melhora do desempenho em todas as regiões, mas especialmente da África e do Oriente, que registraram juntas alta de 31,7% no volume de vendas, para 2,9 milhões de hectolitros.

Segundo a companhia, a marca cresceu dois dígitos no Brasil, na África do Sul, na Rússia, no Reino Unido, na Nigéria, no México, na Polônia, na Alemanha e na Romênia.

A fabricante de cerveja também revisou para baixo sua provisão de crescimento da margem de lucro operacional para 2018 em 0,2 ponto percentual. Entre os motivos, segundo a Heineken, está o impacto da consolidação da Brasil Kirin, que foi maior que o esperado nos primeiros 5 meses do ano, e a acentuada aceleração das operações no país, cujas margens operacionais ainda estão abaixo da média do grupo.

Fonte: G1


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