O presidente do conselho do Credit Suisse, Alex Lehmann, pediu desculpas por levar o banco suíço à beira do colapso, em reunião final de acionistas da instituição nesta terça-feira (4).
Em seu pedido de desculpas, Lehmann afirmou que ficou sem tempo para recuperar o banco, apesar de ter dito acreditar “até o início da semana fatídica” que a instituição poderia sobreviver.
“Eu realmente sinto muito. Peço desculpas por não termos mais conseguido conter a perda de confiança, afirmou. “Até o fim, lutamos muito para encontrar uma solução. Mas, no final das contas, havia apenas duas opções: acordo ou falência. A fusão tinha que acontecer”, completou o executivo.
A reunião foi a primeira vez que Lehmann e o presidente-executivo do banco, Ulrich Koerner, se dirigiram publicamente aos acionistas desde a aquisição.
O fim da segunda maior instituição financeira da Suíça, que acabou na aquisição emergencial do banco pelo rival do mesmo país, UBS, ignorou os acionistas do Credit Suisse e gerou revolta – uma pesquisa da empresa gfs.bern, por exemplo, mostrou que a maioria dos suíços não apoia o acordo.
Segundo a Reuters, manifestantes teriam se reunido do lado de fora do local onde ocorria a reunião de acionistas nesta terça – alguns erguendo um barco virado para retratar o fim do banco.
“O uso de poderes de emergência pelo governo para levar adiante este acordo vai além das normas legais e democráticas”, disse Dominik Gross, da Aliança Suíça de Organizações de Desenvolvimento.
A empresa de consultoria de acionistas Ethos também fez críticas ao Credit Suisse, desaprovando a “ganância e incompetência de seus gerentes”, bem como os salários que atingiram “alturas inimagináveis”. “Os acionistas perderam quantias consideráveis de dinheiro e milhares de empregos estão em risco”, afirmou a consultoria.
Depois de anos de escândalos e perdas, o Credit Suisse chegou à beira do colapso antes do UBS comprá-lo por cerca de US$ 3,2 bilhões (uma fração de seu valor de mercado anterior), em uma operação arquitetada e financiada pelo governo da Suíça, em uma tentativa de evitar que a crise de confiança na instituição respingasse no sistema financeiro local e internacional.
Fonte: G1
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