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Análise: desfalcado, Atlético-MG contorna cenário negativo para seguir no roteiro do título

Qual é o peso de não poder utilizar o artilheiro e garçom da equipe? No Atlético-MG, a ausência de Hulk se deu em um jogo que se desenhou bastante complicado, no qual tinha menos de um tempo de partida para virar o placar. O árbitro deixou de marcar pênalti, Diego Costa saiu no intervalo. O cenário parecia desanimador, pressão da torcida. Mas a vitória, de virada, reforça o caminho rumo à taça para o Galo.

Contra o Santos, o técnico Cuca precisou pensar de forma ousada. Enquanto o Flamengo vencia o Juventude com facilidade (3×0 no 1º tempo), um tropeço do Atlético teria impacto. Afinal, o Rubro-Negro poderia diminuir a distância em oito pontos, sendo que há dois jogos a menos para o vice-líder, além do duelo direto no Rio.

Raniel abriu o placar com poucos segundos de etapa final. O Atlético até poderia ter saído na frente do placar no primeiro tempo. Teve pênalti não marcado em cima de Zaracho. Arbitragem confusa, usando o VAR como ferramenta principal de decisões. O Galo ficou nervoso com as decisões do dono do apito. A torcida (16 mil atleticanos) mais ainda. Era preciso administrar a mente e consertar a ocupação de espaços.

Sem a principal estrela da companhia (Hulk), sem o principal ponta (Savarino) e sem o jogador de Seleção (Arana), o Atlético se reinventou. Cuca sacou Mariano para deslocar Zaracho na lateral. Povoou o ataque, acionou o talento de Nacho, que fez dois gols e o passe para o tento de virada de Nathan Silva. Também acertou ao escolher Calebe ao invés de Nathan e Hyoran. O jovem meia faz por merecer mais chances. Não sentiu o peso da partida e sofreu dois pênaltis.

Apenas um clube, na história dos pontos corridos, chegou a mais de 56 pontos em 25 jogos. Só o Flamengo de Jorge Jesus, recordista de pontuação para o título (90).
O Atlético nem precisa disso tudo para encerrar o longo jejum. Faz um returno perto da impecabilidade. São 17 pontos em sete rodadas, melhor do que a arrancada, quando perdeu para Ceará e Santos. Os 18 jogos de invencibilidade não é para qualquer um. O Galo 2021 faz história, cada vez mais perto de um final feliz.

Fonte: Globo Esporte


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