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Análise: o que deu certo e o que deu errado na estreia com vitória de Vagner Mancini no Corinthians

Na terça-feira, em sua entrevista de apresentação como técnico do Corinthians, Vagner Mancini disse que pretendia resgatar a identidade do clube, com raça, entrega dos jogadores e “vitórias suadas”. Mas nem que quisesse o treinador conseguiria desenhar roteiro tão perfeitamente corintiano quanto o do 1 a 0 sobre o Athletico-PR um dia depois.

Com um atleta a menos nos últimos 20 minutos da partida, o Timão foi buscar o triunfo aos 49 do segundo tempo, após levar um sufoco do Furacão.

A vitória fora de casa no confronto direto contra uma equipe da parte de baixo da tabela reanima e dá confiança para os corintianos, que tinham vencido apenas um dos últimos nove jogos.

Mas nem só de suor e milagres de um goleiro se faz uma equipe. Mais uma vez o Corinthians teve dificuldades na criação e foi salvo por defesas de Walter, que substituiu Cássio em grande estilo.

Ao mesmo tempo que tem de comemorar muito os três pontos na Arena da Baixada, o Timão tem que aproveitar o respiro na classificação para corrigir problemas, que não são poucos. Abaixo, o ge mostra o que funcionou diante do Athletico-PR e o que Mancini ainda precisará ajustar.

Escalação
Vagner Mancini chegou mudando peças e também o desenho tático do Corinthians. O 4-2-3-1 deu lugar a um 4-1-4-1, que em alguns momentos sem a bola se tornava um 4-5-1.

De volta ao time titular após quatro partidas, o jovem volante Xavier foi o encarregado de ficar à frente da zaga, tendo Éderson pelo lado esquerdo e Ramiro pela direita.

Para além do vigor físico e dedicação premiados com a assistência para o gol de Everaldo no fim, Xavier teve boa atuação e mostrou que merece mais chances. Ele fez boas interceptações e desarmes e ajudou a fechar espaços na entrada da área.

Outro que teve oportunidade na estreia de Mancini foi Mateus Vital, que foi participativo no primeiro tempo e teve uma boa chance de gol, mas ainda insuficientes para garanti-lo como titular. Com o retorno de Otero no fim de semana, a disputa pela posição fica aberta.

O que deu certo
Vagner Mancini teve pouquíssimo tempo para trabalhar antes desta partida. Comandou dois treinos apenas, sendo só um com os titulares. Era esperado que o Corinthians não tivesse mudanças drásticas.

Mesmo assim, já foi possível notar algumas pequenas novidades, como a tentativa do time em ser mais vertical, trocando menos passes de lado e mais em direção ao gol adversário. Também foi um time que agrediu mais a bola, buscando dar pouco espaço para o Athletico-PR jogar. Funcionou no começo, mas houve falhas no segundo tempo.

A saída para o ataque aconteceu de forma mais ágil, mas foi prejudicada pelos muitos erros de passe. Principal válvula de escape em outros momentos, Fagner foi bastante acionado, mas esteve em mais uma noite abaixo de sua média, com 18 passes incompletos.

O Timão também recorreu a uma arma que já funcionou em outros tempos: a busca por Jô na primeira bola. É verdade que a equipe ainda saiu jogando com seus defensores em algumas situações, mas não esteve presa a essa estratégia, variando entre tiros de meta curtos e longos. Foi num lançamento de Walter, aliás, que começou a jogada do gol.

Merece destaque a atuação de Camacho, que entrou no segundo tempo no lugar de Éderson. Ele participou das duas melhores chances da equipe antes do gol, iniciando a jogada que terminou com cabeceio de Fagner para fora, aos 25, e puxando contra-ataque que o lateral também desperdiçou, chutando em cima de Thiago Heleno.

Mas nada deu tão certo para o Corinthians quanto a atuação de Walter, substituindo Cássio, suspenso. O goleiro fez grandes defesas, uma delas milagrosa, cara a cara com Renato Kayser no segundo tempo. Se não fosse ele, a sorte em Curitiba poderia ter sido outra.

O que deu errado
Os problemas ainda são muitos e ficaram ainda mais evidentes no segundo tempo diante do Athletico-PR.Os erros técnicos persistem, e a sequência de jogos cobra caro do Corinthians, que parece desgastado fisicamente.

Além disso, algumas estratégias são mal implementadas. Uma delas é a de avançar meias e atacantes para pressionar a saída de bola adversária. Quando o Athletico-PR conseguiu quebrar a primeira linha de marcação, encontrou uma imensidão de campo para avançar.

Próximos passos
Mancini terá dois treinos, sexta e sábado, para ajustar a equipe para o jogo contra o Flamengo, domingo, às 16h, na Neo Química Arena.

Para este jogo, ele não contará com Bruno Méndez e Ramiro, suspensos, e pode ter o desfalque de Jô, que foi substituído com dores na panturrilha. Por outro lado, Cássio, Cantillo e Otero voltam a ficar à disposição.

A zaga terá como titular Marllon, que até semana passada estava emprestado e sem jogar no Cruzeiro.Com vitória com cara de Corinthians, Mancini largou bem, mas ainda terá muito trabalho pela frente.

Fonte: Globo Esporte


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