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Anderson Varejão: “Os jogadores ainda não sabem os desafios que terão nessa volta da NBA”

Enquanto em Orlando, no estado americano da Flórida, a maior liga de basquete do mundo se prepara para retornar nesta quinta-feira, Anderson Varejão nina sua filha Serene de 5 meses de vida em Cleveland, onde marcou época na NBA. Entre fraldas e mamadeiras na nova vida de pai, Anderson percebe atento aos movimentos de uma estrutura inédita de jogos de basquete, e conversou com o podcast Ponte Aérea sobre os desafios que os atletas terão na chamada “Bolha de Orlando”.

– É algo que ninguém esperava que poderia acontecer. É novo para todo mundo, até para os atletas que estão lá. Tenho certeza que tentaram se preparar antes de entrar na bolha em Orlando, mas só jogando é que vão saber os desafios que terão. Pensaram em como passar o tempo dos treinos para o quarto de hotel, o que fazer no tempo livre, sem família, sem nada. Vi que tem um lago bacana, dá para pescar, brincar um pouco, jogar golfe, existem boas atividades. Mas no fator quadra, tenho várias dúvidas de como vai ser. Qual a vantagem que terá o primeiro colocado da conferência em uma série de playoffs? Vão colocar a quadra mais exatamente como o time tem em sua arena para dar a impressão de que o jogador está em casa? – perguntou Anderson.

Algumas perguntas de Varejão já possuem respostas. Em Orlando, o time com o mando de quadra terá a responsabilidade de cuidar da parte gráfica e sonora do ambiente de jogo, podendo criar uma experiência nova ao jogador de NBA. Ainda assim, o ex-jogador do Cleveland Cavaliers e da Seleção Brasileira sabe que uma atmosfera de jogo depende de mais elementos do que a torcida.

– Tem jogador que sente torcida e tem jogador que não sente. Sempre gostei muito de jogar com muita torcida contra e com muita torcida à favor. A gritaria contra te motiva, te desafia também. E uma coisa que não foi muito falado é o show à parte dos jogos que sempre acontece. As apresentações, com mascotes, dançarinas, cantores, espetáculos, tudo isso influencia em quem tá jogando também. Acho que nem os jogadores ainda sabem como será na hora, só quando a bola subir para valer mesmo.A decisão da NBA em retornar com suas atividades, mesmo com os Estados Unidos ainda num momento difícil da pandemia do novo coronavírus, passou pelo crivo dos jogadores. Sem o aval do sindicato dos atletas, o novo calendário não seria aprovado. Varejão, com toda a sua experiência, imagina que os atletas de cada time tiveram reuniões apenas entre eles para se mobilizarem a passar tanto tempo longe de casa.

– Tenho certeza que os líderes dos times estão repetindo isso para seus companheiros: “Aqui vai ser tudo diferente, o foco tem que ser ainda maior do que antes.” Porque tem isso de os jogadores se reunirem entre eles. E isso é bom, importante, o momento apenas dos atletas, sem comissão técnica. Hora de um falar para o outro: “Olha, estamos entrando nessa bolha aqui, são até três meses até a final e a gente só vai sair daqui com o título.” Pode ter certeza que essas conversas aconteceram. É necessário – garante Varejão.

Um desses líderes é o maior nome da geração atual, LeBron James, ala, armador, pivô e tudo que for preciso para levar seu Los Angeles Lakers ao título. Com a vivência de quem já jogou com King James, Varejão conta que o craque é um líder para seus companheiros dentro e fora das quadras.

– LeBron é um cara que se preocupa com os companheiros de equipe. Sempre pergunta se está tudo bem na vida, com a família, fora da quadra. No vestiário sempre acaba rolando esse tipo de conversa mais pessoal, falando sobre tudo. E o LeBron é um cara sempre aberto a essas conversas e sempre procura ajudar quando pode.

Fonte: Globo Esporte


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