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Após finalizar no primeiro round, Hannibal se diz decepcionado por não ganhar bônus no UFC Newark

A vitória acachapante no UFC Newark deixou Cláudio Hannibal esperançoso de que ganharia um bônus de “Performance da Noite”. Foram 2m35s dentro do octógono para finalizar Cole Williams com um mata-leão e engatar seu quinto triunfo em cinco lutas desde que foi contratado pelo Ultimate. Entretanto, a boa atuação não foi recompensada com o prêmio de US$ 50 mil, e o brasileiro admitiu ter ficado frustrado.

– Com certeza fiquei decepcionado. Minha terceira finalização depois da minha volta, depois de três anos e meio sem lutar. Fazer o quê? Não sou eu que decido. É aceitar e usar de motivação para a próxima luta. Vou treinar duro e ter uma atuação ainda melhor para conseguir bônus e lutas melhores. De mim eu só espero melhores performances. Nunca estou satisfeito. Já vi que cometi alguns erros nessa luta. Todo mundo fala que aprende nas derrotas, eu prefiro aprender nas vitórias. Essa vitória já deixei no passado e já estou pensando em construir uma nova vitória, mas fiquei um pouco chateado sim (por não ganhar o bônus) – afirmou, ao Combate.com.

Hannibal explicou onde considera ter errado no duelo contra Williams e deixa claro em seu discurso que a boa sequência – já são 14 lutas sem perder – não o deixa cego para os defeitos que pretende corrigir para os próximos compromissos.

– Tomei um cruzado que me acordou. Estava querendo ir pra briga, mas quando tomei esse soco, pensei: “Opa, não posso cair pra dentro displicente”. Foi aí que andei pra trás, girei. Em outros tempos eu ia cair pra briga. Como falo: “Não tem como lutar e não levar soco. É igual andar na chuva e não se molhar”. Mas procuro sempre a perfeição, melhorar cada vez mais, ser um lutador novo, me reinventar. Por isso cobro tanto de mim. É um esporte individual. Ganhei, estou amarradão, mas quero melhores performances. Minha cabeça é essa, não quero me acomodar, não quero deixar o espírito de “oba oba” me levar. Um cara me falou ontem: “Você é uma estrela em ascensão”. Falei que não sou estrela, sou um lutador. A partir do momento que a gente começa a se achar famoso, a gente vai cair. Mantenho meus pés no chão e estou sempre aberto para críticas construtivas. Vou rever a luta com meus treinadores e vamos corrigir esse erro para a próxima luta – analisou.

Esta foi a primeira luta que Hannibal fez a preparação na American Top Team, após passar anos morando na Inglaterra, e o atleta aprovou o trabalho feito na equipe da Flórida (EUA).

– Acho que lutei muito bem. Estava bem ansioso porque todo mundo falava que eu tinha que ganhar essa luta, que era o favorito, mas não acredito em favoritismo porque favoritismo está no papel. Entrei muito focado, sei que um soco muda tudo. O cara é duro, era 11-1, me falaram que ninguém nunca tinha colocado ele para baixo, que era wrestler duro. Me falaram depois da luta. Lutei bem, fui paciente, não fui louco pra briga, nem me cansei na luta. Gostei muito da minha atuação, me achei um lutador mais maduro agora. Estava trabalhando muito aquele fundamento de bater, bater, fazer o cara colocar as mãos no chão e atacar o pescoço. Me senti muito bem na luta, parecia um jogo de PlayStation, o professor falava, e eu só executava. Escutava nitidamente, estava mais tranquilo, mais calmo. Fiz um camp tão forte que tive a sensação do merecimento da vitória. Tinha certeza que ia ganhar. Até fiquei nervoso por não estar nervoso. “Isso não é bom”. Mas sempre visualizo a luta. Levo a luta muito a sério, não importa se é a primeira do cara no UFC ou a vigésima.

Agora, Cláudio Hannibal quer tirar um período para ficar com a sua família, mas já traçou seu plano: pretende retornar ao octógono no fim do ano. Logo após a luta, inclusive, chegou a dizer que gostaria de atuar no UFC 245, em Las Vegas (EUA), 14 de dezembro.

– Não me machuquei, mas fiquei só dois meses com a minha família neste ano, foram duas lutas e preciso de tempo com a minha família agora. Pretendo voltar em dezembro. Agora preciso de um “break” porque tenho que resolver coisas em Londres, esse ano me torno cidadão britânico, então preciso. Mas quero voltar em dezembro. Vai aparecer uma luta em dezembro e estou pronto para lutar – concluiu.

Fonte: Globo esporte


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