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Caio Bonfim se emociona com primeiro filho de longe e dedica prata à esposa: “Foi por ela”

O pequeno Miguel quis apressar o tempo: acelerou a previsão e nasceu quase um mês e meio antes da hora. No dia 26 de junho, Caio Bonfim estava em reta final de preparação para os Jogos Pan-Americanos de Lima e para o Mundial, em outubro. O primeiro filho ficou sob os cuidados da esposa. Acompanhou tudo de longe, por chamadas de vídeo, enquanto Juliana assumia todo o cuidado com o recém-nascido. A prata conquistada na capital peruana, então, foi dedicada a ela.

– Eu tive um filho, Miguel, que é minha maior medalha. Ele tem só um mês de idade, e são 25 dias que estou fora de casa. Foi muito duro fazer toda essa preparação longe dele. Estou muito feliz com essa temporada, mas não acabou. As pessoas não sabem o quanto é difícil ser atleta. Meu filho nasceria em 6 de agosto, mas a gente brinca que ele pensou: “Papai vai ficar sem me ver antes de competir? Não, vou nascer primeiro”. Nasceu no dia 26 de junho, 34 semanas. Ficou um tempo na UTI por ser prematuro. Venho para cá e tenho que ver ele crescendo, os primeiros banhos, olho aberto, tudo por chamada de vídeo – disse.

– É óbvio que pensei nele, mas pensei muito na minha esposa. Viajo 180 dias por ano e ela lá segurando a onda. Ela sabia que valeria a pena. Foi por ela. Ela abriu mão de tudo para eu estar aqui conquistando o mundo. A mulher hoje tem mais voz, mas ela abriu mão para que eu pudesse brilhar. Dedico a ela, Juliana, por tudo o que fez por mim.

Caio deixou a prova como se tivesse conquistado o ouro. Na reta final, se manteve colado ao equatoriano Brian Pintado e o guatemalteco Jose Barrondo. Na última volta, porém, os três sofreram uma punição. O brasileiro, então, lembrou da desclassificação na mesma prova no Pan de Guadalajara. Preferiu garantir o pódio com um sprint mais cuidadoso. Pintado se arriscou mais e acabou levando a melhor.

– Ele é muito veloz. Nós três tomamos uma placa de flutuação no final. Ele foi o que teve menos discernimento eu acho. Não foi nem ousadia, porque ele podia tomar mais uma e perder o ouro. Achei melhor assegurar a medalha, e eu não podia atacar porque fiquei inseguro. Mérito dele por ter mais loucura. Estive em 2011 no México, fui desqualificado. Por que eu não tive tanta segurança? Meu pai brinca que “cachorro mordido por cobra tem medo de linguiça”. Então tenho medo dessa arbitragem.

Caio ainda disputa os 50km da marcha atlética em Lima. O brasileiro, bronze no Mundial do ano passado, espera voltar ao pódio para melhorar ainda mais o desempenho em uma temporada de boas marcas até aqui.

– Esse ano eu fiz 1h18m47, recorde brasileiro, minha melhor marca. Eu geralmente fazia agora em agosto/setembro, quando tem Mundial e Olimpíada, e consegui fazer em junho, então sabia que estava bem. Estou brigando pelo challenge, circuito mundial de marcha, também tem o Mundial em outubro. Agora consegui essa medalha aqui, então é curtir a temporada. A gente vem construindo lá de trás.

Fonte: Globo esporte


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