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Caçado em quadra por rivais, Douglas Souza responde na bola e é destaque do Brasil no Mundial

Se na Rio 2016 Douglas entrou em quadra apenas na fase de classificação, em jogo contra a Itália, para o Mundial viu as portas se abrirem devido à ausência de outros dois campeões medalhistas de ouro nos Jogos: Lucarelli e Maurício Borges, que se recuperam de graves lesões. A oportunidade foi aproveitada com louvor. Mesmo tendo o passe como principal característica e responsabilidade em quadra, o paulista se destacou também em outras funções.

Douglas no Mundial
109 pontos – 1º do Brasil e 9º do Mundial
94 de ataque – 7 de bloqueio – 8 de saque
Eficiência no ataque – 57.67%
Eficiência na recepção – 27.60%
– A gente tem uma autocrítica muito grande, e eu sou muito perfeccionista. Quando eu erro uma bolinha, eu fico pensando: “Caramba, errei aquela bola, não podia ter errado porque era fácil”. Mas eu tenho essa noção do que eu estou fazendo no campeonato para ajudar o time. Todo mundo tem ali uma culpa boa, uma coisa que ajuda o time. É um trabalho diário que a gente vem fazendo desde a Liga das Nações. Não é algo “do nada”. Foi algo que o Bernardinho já vinha construindo, e o resultado está aí agora – disse o ponteiro.

Mesmo nos fundamentos em que pontuou relativamente pouco Douglas se destacou. Com 1,99m de altura ajudou a amortecer os ataques adversários no bloqueio e, assim, na formação dos contra-ataques. Mesmo quando não cravou aces teve boas passagens pelo saque, quebrando a recepção rival e facilitando a missão da rede brasileira na marcação.

O equilíbrio emocional também impressionou. Alvo constante dos saques adversários, manteve a compostura diante de eventuais erros e seguiu contribuindo com eficiência. A confiança tanto do ponteiro quanto do grupo nele era evidente, uma vez que Bruninho passou a acioná-lo com maior frequência e em momentos críticos ao longo da competição.

Neste domingo, diante da Bélgica, Renan começou a partida com um time reserva. Com o adversário prestes a fechar o segundo set, colocou Douglas em quadra. O ponteiro deu maior volume de jogo ao Brasil, que conseguiu reagir para vencer no tie-break. Anotou 14 pontos, que o levaram a alcançar Wallace como maior pontuador da seleção no Mundial.

– É tudo questão de concentração. Eu vou ser caçado no saque até mesmo por estar recebendo muita bola. Os times vão tentar estudar e fazer o que puder para te atrapalhar também no ataque. Uma olhada no placar, uma desatenção, é um erro no passe. Então fico de cabeça fechada, concentrado, de olho na bola para evitar o máximo de erro possível. O grupo passa bastante confiança porque está todo mundo muito bem, então você acaba tendo uma autoconfiança também.

Fonte: Globo esporte


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