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Com Antetokounmpo pela frente, Brasil também pode ter Steven Adams e Vucevic em seu caminho

Em fevereiro, durante o All-Star Game da NBA, Giannis Antetokounmpo já havia avisado que estaria disponível para a sua seleção. No fim de semana, no sorteio que definiu as chaves do torneio, “The Greek Freak” confirmou aos gregos sua disponibilidade para a Copa do Mundo de basquete. Com o Brasil no Grupo F da competição ao lado de Grécia, Montenegro e Nova Zelândia, é certo que os brasileiros vão cruzar com a sensação da NBA e candidato a MVP. Mas a equipe comandada por Aleksandar Petrovic ainda pode ter outras pedreiras pela frente. Steven Adams, pivô do Oklahoma City Thunder e da Nova Zelândia, e Nikola Vucevic, do Orlando Magic e de Montenegro, ainda não confirmaram, mas podem reforçar seus países no torneio na Ásia.

Durante o sorteio em Shenzhen, na China, no sábado, a Confederação Brasileira de Basketball teve a confirmação por parte dos rivais de que Antetokounmpo jogará pela Grécia. O encontro será no dia 3 de setembro, em Nanquim, pela segunda rodada. Giannis só não jogará a Copa do Mundo caso sofra alguma lesão no decorrer dos playoffs da NBA. O Milwaukee Bucks lidera a Conferência Leste e com o grego em grande fase é um dos favoritos ao título.

Abaixo, o GloboEsporte.com destrincha melhor os rivais do Brasil na primeira fase da Copa do Mundo da China. O torneio é dividido em oito chaves de quatro times, com 32 seleções em ação. Na primeira fase, os dois melhores de cada chave avançam para um segundo momento onde as seleções formam novos grupos de quatro times. Nesse estágio, as equipes carregam os resultados da primeira fase e o Brasil cruzaria com o grupo que tem EUA, Turquia, República Tcheca e Japão. E só enfrentaria os rivais que ainda não jogou. Ou seja. Se Brasil e Grécia avançam, a seleção só jogaria com EUA e Turquia. Daí saem dois times por grupo para as quartas de final.

A Copa do Mundo, porém, também vale como classificatória olímpica. Os dois melhores times das Américas, os dois melhores da Europa, o melhor africano, asiático e da Oceania se classificam para Tóquio 2020. Os demais 16 mais bem qualificados vão para os quatro pré-olímpicos, com seis seleções em cada um e apenas um posto em cada para os Jogos Olímpicos. Por ser país-sede, o Japão já está garantido.

Grécia
Com Giannis Antetokounmpo confirmado, a Grécia é a grande favorita do Grupo F. Além do grego que é candidato a MVP da NBA, a seleção tem uma ótima dupla de armação com Kostas Sloukas, do Fenerbahce, e Nick Calathes, do Panathinaikos. Somam-se a eles jovens da nova geração como Papapetrou, Papagiannis, Tyler Dorsey e Larentzakis, além de uma dupla de garrafão de respeito, com Konstantinos Mitroglou e Thanasis Antetokounmpo, irmão de Giannis.

A Grécia foi prata na Copa do Mundo do Japão, em 2006, e ouro na Europa em 2005. Com a chegada de Antetokounmpo, que evoluiu demais nos últimos anos, a ponto de ser um postulante à MVP da NBA, a seleção muda completamente de patamar e aparece como uma das candidatas a pódio na China.

Montenegro

A seleção jogará pela primeira vez o Mundial. A classificação veio na última rodada das Eliminatórias Europeias. É um rival que não figura entre os favoritos, mas que pode mudar seu patamar caso consiga levar para a China o pivô Nikola Vucevic, do Orlando Magic. A dúvida fica por conta do cenário atual do jogador. Em seu último ano de contrato com a franquia da Flórida, ele será free agent ao fim da temporada da NBA.

Assim, sua participação na Copa do Mundo estaria condicionada a uma resolução rápida disso e também de uma conversa com o Orlando Magic (caso opte por ficar) ou com sua nova equipe assim que fechar. Além de Vucevic, são destaques de Montenegro nomes como Bojan Dubljevic, do Valencia, e outros jogadores como Blagota Sekulic, Marko Todorovic, Milko Bjelica e jovens como Radoncic, Carapic, Kljajic e Starovlah.

Nova Zelândia

A Nova Zelândia é a maior incógnita do Grupo F. Com o elenco atual, o Brasil entraria como favorito. Mas o país pode aumentar muito a sua qualidade caso consiga convencer Steven Adams, pivô do Oklahoma City Thunder, a jogar pelo país. Sua única aparição pela seleção foi em 2009, em um torneio sub-16. Desde então, fez carreira universitária nos EUA e entrou na NBA. Ele nunca jogou pela seleção adulta.

Além de Adams, o país conta com vários atletas da liga de desenvolvimento da NBA, e também uma dupla interessante de armadores como Corey Webster e seu irmão Tai Webster, que joga pelo Galatasaray. Outros atletas jogam na liga australiana. Rob Loe, Jarrod Keny, Shea Ili, Reuben Te Rangi e Jordan Ngatai foram presença constante nas Eliminatórias com 12 jogos para os dois primeiros e 11 para os outros três.

Fonte: Globo esporte


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