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Comitê Organizador desmente estudo que diz que próxima Olimpíada é a mais cara desde 60

CEO do Comitê Organizador da Olimpíada de Tóquio 2020, Toshiro Muto desmentiu um novo estudo da Universidade de Oxford que diz que a próxima edição será a mais cara dentre todas as Olimpíadas desde 1960. O megaevento, que foi adiado para 2021 devido à pandemia do novo coronavírus, é uma pequena parte de um levantamento maior do economista Bent Flvberg, que foi publicado no início de setembro.

A análise na revista “Meio Ambiente e Planejamento A: Economia e Espaço” — a terceira de uma série após as edições de 2012 e 2016 — verifica e compara os custos olímpicos e chegou à conclusão de que eles continuam aumentando, apesar das alegações do Comitê Olímpico Internacional (COI) de que estão sendo cortados. Os gastos excedentes para as Olimpíadas tiveram uma média de 170%, e Flyvbjerg diz que os de Tóquio chegam a mais de 200%.

– Não há dados financeiros para os números revelados nesse relatório. Eu não estou em posição de fazer um comentário sobre isso atualmente – eu estou simplesmente confuso com isso – comentou, conforme reportado pela agência de notícias “Reuters”.

Segundo os dados do estudo, os japoneses tinham divulgado um orçamento de US$ 7,3 bilhões (pouco mais de R$ 40,2 bilhões) quando Tóquio foi eleita cidade-sede, em 2013. Com o adiamento das Olimpíadas para 2021, esse custo já está em US$ 15,84 bilhões (pouco mais de R$ 83,8 bilhões). O valor é superior aos US$ 14,95 bilhões (R$ 79,1 bilhões) gastos nos Jogos de Londres 2012, até então os mais caros da história.

O Comitê Organizador dos Jogos de Tóquio, porém, afirma oficialmente que gastou US$ 12,6 bilhões (mais de R$ 66,6 bilhões). O Comitê Olímpico Internacional (COI) não comentou a pesquisa na ocasião por não ter tido acesso aos dados, já que o estudo só vai ser publicado no dia 15 de setembro.

– Infelizmente, os oficiais e anfitriões das Olimpíadas não costumam informar corretamente sobre os custos e estouros de custos dos Jogos. Portanto, não podemos contar com os organizadores, o COI e os governos para nos fornecer informações confiáveis ​​sobre os custos reais, estouros de custo e riscos de custo dos Jogos Olímpicos. Nossas estimativas são conservadoras porque há muitos custos ocultos que não podemos cobrir – disse Flyvbjerg.

Entram na conta do estudo apenas os gastos operacionais e os gastos com as construções das arenas olímpicas. O valor investido em infraestrutura das cidades, como melhorias nos transportes e aeroportos, não faz parte da pesquisa. Flyvbjerg também exclui o custo da dívida e o custo futuro de funcionamento de instalações esportivas após a saída das Olimpíadas e a inflação.

– As Olimpíadas oferecem o maior nível de risco que uma cidade pode assumir. A tendência não pode continuar. Nenhuma cidade vai querer fazer isso porque é muito caro, colocando-se em uma dívida que a maioria das cidades não pode pagar – disse o pesquisador.

Fonte: Globo esporte


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