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Destino? 50 anos depois, neto de Servílio pode conquistar a mesma medalha olímpica do avô

Ao perder a semifinal do boxe na categoria até 52 quilos, Luiz de Oliveira ficou triste e fez cara de choro. De fato a derrota para o tailandês Sarawut Thasukthet custou a chance de faturar o primeiro ouro do Brasil nas Olimpíadas para atletas até 18 anos, em Buenos Aires. Mas, foi esse mesmo resultado que o colocou diante de uma coincidência expressiva. 50 anos depois da medalha de bronze do avô, Servílio de Oliveira, na Cidade do México, em 1968, o garoto de apenas 17 anos pode conquistar o mesmo feito.

“Infelizmente não consegui mudar a cor da medalha, como eu queria, mas a gente vai trabalhar duro e focar no bronze para manter a marca do meu avô”

Luiz, que foi porta-bandeira do Time Brasil em Buenos Aires, enfrentará nesta quarta-feira o irlandês Patrick Clancy, às 13h15min. Com o apoio dos pais na arquibancada, ele tentará colocar em prática a tradição da família e subir no terceiro lugar do pódio.

– A nossa família vive, respira boxe. Foi assim com o avô do Luiz, é assim comigo e com o pai dele. Tenho certeza que será assim com os meus netos também. O Luiz é muito bom e estou confiante com o bronze. Ficamos tristes por ele não estar na final, mas tem coisas que só o destino explica. Talvez ele tenha que ganhar a mesma medalha do avô para tudo fazer sentido – disse a mãe, Fabiana do Nascimento.

O neto

Luiz tem em seu currículo – categoria até 52 quilos – o título Interamericano e o terceiro lugar no Mundial da Juventude, em Budapeste. Prestes a fazer 18 anos no ano que vem, o jovem está na mira da CBBoxe já para Tóquio 2020. Apesar da iniciação no quintal de casa, ao lado do pai Ivan de Oliveira, atualmente o jovem treina e mora no CT da Confederação Brasileira de Boxe em Santo Amaro.

O avô

O bronze conquistado por Servílio em 1968 foi por 44 anos o único do boxe brasileiro em Olimpíadas. Até quem em Londres 2012 Adriana Araújo e os Irmãos Falcão repetiram o feito. Servílio se aposentou em 1978, por conta de um deslocamento na retina, que tirou parte de sua visão. Ele, assim como o neto, competia na categoria até 51quilos.

Fonte: Globo esporte


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