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Entenda por que, um ano após venda, Corinthians ainda tenta receber dinheiro de Pedrinho

Já faz mais de um ano desde que Andrés Sanchez, então presidente do Corinthians, voltou de Portugal com um acordo alinhado pela transferência de Pedrinho ao Benfica. A negociação foi festejada como a maior venda da história do Timão, mas até agora o clube luta para conseguir receber o dinheiro.

Fechada por 20 milhões de euros, a operação foi reduzida meses depois para 18 milhões de euros por conta da desistência do Corinthians de comprar o atacante Yony González. No novo acordo também ficou definido que o Benfica só faria o primeiro pagamento pela compra de Pedrinho em agosto de 2021.

Porém, o Corinthians confiava que conseguiria rapidamente antecipar o valor total da transferência junto a bancos ou fundos de investimentos estrangeiros. No entanto, até o momento o clube só conseguiu embolsar 4 milhões de euros (R$ 26 milhões na cotação da época), o que representa apenas 22% do total da operação.

Neste período, a diretoria alvinegra conduziu diversas tratativas e acumulou frustrações (entenda o motivo abaixo). Agora, o clima novamente é de otimismo. O Corinthians tem negociação avançada com um fundo e espera receber ainda neste mês os 14 milhões de euros restantes, o que representa R$ 91,9 milhões na cotação atual.

Para antecipar este valor, o Timão deve pagar uma taxa de juros que gira entre 7% e 8% ao ano, percentual considerado muito bom pela diretoria do clube.
Para efeito de comparação, no último balanço financeiro do Corinthians constavam empréstimos contraídos a taxas bem maiores, de até 1,94% ao mês.

Vale ressaltar que o Corinthians não ficará com o valor total da transação. O empresário Will Dantas tem direito a 30%, o equivalente a 5,4 milhões de euros (R$ 35,4 milhões na cotação atual). Ele fez um acordo com o Timão para começar a receber apenas no segundo semestre.

Enfrentando dificuldades financeiras, o Timão não planeja grandes investimentos com o dinheiro da venda de Pedrinho. Quando recebidos, os recursos serão utilizados para quitar pendências com o elenco, pagar impostos e fornecedores.

Mas por que tanta demora?
O Corinthians anunciou o novo acordo com o Benfica em agosto e imediatamente começou a negociar com fundos estrangeiros a antecipação dos 18 milhões de euros.

No primeiro momento, a relação estremecida com o clube português prejudicou o Timão, que demorou até conseguir a assinatura de uma nota promissória como garantia do negócio.

Depois, um fundo com o qual o Corinthians tinha negociação avançada desistiu de fechar a operação, alegando restrições ao Benfica.

Ainda no fim de 2020, o clube conseguiu antecipar 4 milhões de euros, o que deu um respiro para a diretoria seguir negociando a antecipação do valor restante com melhores taxas de juros.

Ainda no ano passado, o Corinthians abriu negociações com outra instituição financeira, mas as conversas se arrastaram por muito tempo. O clube recebeu minutas de contrato com erros e condições que não estavam acordadas previamente. A diretoria alvinegra se sentiu “enrolada” e desistiu da operação.

Agora, o Timão tem negociação avançada com um fundo com o qual já trabalhou no passado, para antecipar valores referentes à venda de Maycon ao Shakhtar Donetsk, da Ucrânia.

Se obtiver êxito, o Corinthians não pretende anunciar o recebimento dos valores. A ideia é evitar que credores do clube, cientes da entrada de recursos, tentem penhorar as contas alvinegras.

Fonte: Globo esporte


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