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Ex-top 50, Teliana Pereira anuncia fim da carreira no tênis aos 32 anos: “Superei as expectativas”

Uma das jogadoras de tênis mais vitoriosas do Brasil, Teliana Pereira decidiu dar um ponto final em sua linda carreira nesta semana, aos 32 anos. Atual número 377 do mundo, a pernambucana viveu seus melhores momentos entre 2015 e 2016, quando chegou ao posto de 43ª do ranking, ganhou dois títulos de WTA e disputou os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro. Depois de um hiato, voltou a jogar, mas sentiu que chegou o momento de pendurar as raquetes. Escute no podcast abaixo.

– Fico até emocionada de falar. Foi uma carreira incrível. Não sei, talvez eu tenha ido até muito além do que eu imaginei. Dois títulos da WTA, jamais imaginei que conseguiria. Lógico que a gente trabalha para isso, treinei duro por muito tempo. Mas, sempre superei minhas expectativas. Mas, infelizmente a gente tem que parar uma hora. Quero iniciar coisas novas, tudo que vivi em quadra foi incrível – disse Teliana ao podcast “Match Point”, do ge.

Nos últimos anos, Teliana Pereira chegou a trabalhar como comentarista de tênis enquanto esteve fora do circuito. Porém, retornou às quadras em busco de melhores resultados, algo que não aconteceu. Agora, ela está dividida entre seguir na TV e ajudar outras tenistas a alavancarem suas carreiras.

– Eu não sei exatamente o que eu vou fazer. Não pretendo sair do tênis, eu amo isso, ainda tenho muita coisa para dar a essas meninas que estão chegando. Eu tenho uma história bem legal, eu vivi bastante. Acho que vivi todos os níveis, conheço os torneios e tenho muita experiência. Então, espero poder ajudar com isso. Comentar na TV é uma coisa que eu adoro, gosto muito, então também espero poder fazer isso. São minhas paixões. Mas, ainda não sei o que eu vou fazer – explicou.

Teliana ainda carregou uma bela história de superação. Saída do sertão nordestino, em Pernambuco, a tenista começou como boleira em um clube em Curitiba, onde seu pai trabalhava. Dali, ganhou o mundo e entrou para o seleto grupo das 50 melhores tenistas da WTA. Um feito enorme, fora do habitual do tênis em boa parte do Brasil e do mundo.

– O que me fez chegar foi que eu via o tênis como a possibilidade de vencer. De melhorar minha vida, da minha família. Eu via isso. Todo mundo fala de amor, paixão, eu amo o tênis, mas para mim era muito forte a possibilidade, a maneira mais clara que eu tinha de vencer na vida. Depois eu fui desenvolvendo (a paixão). Você precisa de mais para seguir. São desafios, você tenta ganhar os torneios, sou movida a desafios. Eu queria ser top 100, 70, 50… sempre fui muito comprometida. Tudo que eu faço, quero fazer da melhor forma possível.

Fonte: Globo esporte


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