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Felipe Massa pronto para experiência “completamente diferente” na volta às pistas

A “abstinência” de Felipe Massa das pistas está chegando ao fim. Depois de 15 temporadas na Fórmula 1, o vice-campeão mundial de 2008 deixou a principal categoria do automobilismo no fim de 2017 e disputou duas provas na Stock Car neste ano (a Corrida de Duplas, em Interlagos, e a Corrida do Milhão, em Goiânia), mas só agora voltará a pilotar num campeonato completo: será na Fórmula E, categoria formada por carros movidos a energia elétrica e que terá sua primeira corrida no próximo sábado, na Arábia Saudita.

Massa correrá pela equipe Venturi, que obteve um pódio e o sétimo lugar entre dez participantes no campeonato de equipes. O brasileiro participou de testes de pré-temporada e imediatamente percebeu que precisará adequar completamente seu estilo de pilotagem a um carro bem diferente.

– Foi preciso mudar muita coisa, porque os carros e as pistas são completamente diferentes. A forma como você precisa pilotar é completamente diferente. O estilo de pilotagem em classificação é muito diferente em relação à corrida. É preciso ter um completo entendimento do funcionamento das baterias, e principalmente como poupá-las durante a corrida e recarregá-las. Ainda será preciso muito aprendizado e trabalho – disse Massa em conferência telefônica.

Massa acelera carro da Fórmula E nos testes em Valência — Foto: Divulgação Massa acelera carro da Fórmula E nos testes em Valência — Foto: Divulgação
Massa acelera carro da Fórmula E nos testes em Valência — Foto: Divulgação

A Fórmula E parte para sua quinta temporada, que terá 13 corridas e irá até julho de 2019. O carro será totalmente novo em relação aos usados nos campeonatos anteriores. Haverá mais potência e, com uma autonomia maior das baterias, finalmente foi eliminada a necessidade de um pit stop para troca de carro. Além disso, estreia o “Modo de Ataque”, no qual o motor terá potência extra caso o piloto entre numa outra linha de traçado, no melhor estilo Mario Kart. Apesar de o carro elétrico ainda ser menos potente, a pilotagem não deixa de ser traiçoeira:

– O carro (da Fórmula E) tem muito menos aderência e pressão aerodinâmica, e ainda por cima pilotamos em circuitos de rua, o que torna as coisas ainda mais difíceis. O que posso dizer até agora depois dos testes é que evoluí bastante, e espero estar na direção certa para a primeira corrida.

A primeira corrida de Massa na categoria de carros elétricos também será histórica por um fator geopolítico: será o primeiro evento da Fórmula E no Oriente Médio, e a corrida automobilística mais importante a ser disputada na Arábia Saudita, considerado um dos países mais fechados politicamente em todo o mundo.

– Estou empolgado em correr num país como a Arábia Saudita, que tem tantas coisas, será uma corrida muito importante para o país, pensando no aspecto global, na direção certa. Eu não conhecia o Barein até a primeira vez que fui correr lá, em 2004, e hoje é um país que todos conhecem. Também passei a conhecer Abu Dhabi (nos Emirados Árabes) – lembrou.

Equipe de Felipe Massa, a Venturi não é considerada favorita ao título, mas o fato de todos os times contarem com o mesmo chassis (Spark) anima o brasileiro a almejar uma boa temporada de estreia – cada time fabrica seu próprio sistema de baterias.

– Na Fórmula E uma equipe como a Venturi é capaz de vencer o campeonato, e por isso decidi correr pela Venturi. É claro que não é uma equipe de fábrica como outras, mas estou levando ideias para o time crescer e ser mais competitivo, venho tendo um ótimo trabalho com eles. O desenvolvimento na direção certa será muito importante. Temos muitas pessoas novas chegando ao time. Estou ansioso em ser o mais veloz possível e quem sabe conseguir a primeira vitória do time o mais rapidamente possível.

Categoria tem dois brasileiros campeões
Além do estreante Felipe Massa, a temporada 2018/2019 da Fórmula E terá outros dois pilotos brasileiros: Nelsinho Piquet, primeiro campeão da categoria na temporada 2014/2015, e Lucas di Grassi, que faturou o título no campeonato 2016/2017. Ambos participaram da última temporada da Stock Car, com Di Grassi vencendo três corridas e Nelsinho obtendo dois pódios.

Atual vice-campeão da Fórmula E, Di Grassi segue como piloto número 1 da equipe Audi, enquanto Nelsinho correrá pela Jaguar pela segunda temporada consecutiva.

– O nível de pilotos, engenheiros e equipes está aumentando cada vez mais, e espero que a Jaguar tenha dado um grande passo à frente. O time tem trabalhado bastante, e está todo mundo afiado – comentou Piquet.

Segundo maior vencedor da história da Fórmula E, com oito vitórias, Di Grassi espera confirmar a Audi mais uma vez como uma das principais forças da categoria:

– Queremos aproveitar o momento da temporada passada: como equipe, recentemente ficamos no pódio oito vezes consecutivas e gostaríamos de aumentar essa sequência de sucesso.

Fonte: Globo esporte


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