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Francesa é tetra mundial com 26 anos e sonha com ouro olímpico: “Tudo pronto para o próximo ano”

Aos 26 anos, Clarisse Agbegnenou comprovou ao mundo, mais uma vez, o seu talento e a sua capacidade para entrar no rol das mais dominantes judocas da atualidade. Lutando na categoria -63kg, ela conquistou nesta quarta-feira seu quarto título na carreira. Depois de vencer em Cheliabinsk 2014, Budapeste 2017 e Baku 2018, a jovem desbancou a japonesa Miku Tashiro em uma final épica com 7min11 de Golden Score (tempo extra) por um waza-ari e foi aplaudida até mesmo pelos nipônicos presentes na arena Budokan.

A jovem agora perseguirá a qualquer custo a medalha de ouro que falta ao seu extenso currículo de vitórias. Clarisse foi medalha de prata na Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016, e quer o ouro nos Jogos Olímpicos de 2020 justamente em Tóquio, onde há pouco conquistou seu quarto título mundial. Ela está bastante confiante para ano que vem.

– Eu adoro o Japão porque tudo é fácil. A plateia é demais. Eu já sei o que vou comer, já sei onde vou ficar e agora sei onde vou lutar. Está tudo pronto pro próximo ano! – comentou.

A judoca atentou para a dificuldade de estar no topo de uma categoria com atletas tão fortes.

– É louco, eu não sei nem o que pensar, estou tão feliz. Quando todo mundo me vê lutando pode parecer que é fácil, mas não é. Na semi e na final, principalmente, foi muito duro. Mas essa final foi louca. Eu gostaria de agradecer a minha rival por essa luta – comentou.

Clarisse disse ter ficado atônita quando percebeu que havia saído campeã:

– A final foi a minha luta mais longa em uma grande período de tempo. Meu corpo foi ao limite. Precisei mudar muitas coisas. Na minha cabeça eu pensava: “ela não vai me bater, quero essa medalha de ouro de novo”, fiquei pensando o que poderia fazer, e se demorasse demais eu levaria um shido (infração). Eu não sei dizer o que aconteceu, mas sei que foi um waza-ari e que acabou. Olhei pro árbitro e vi que ganhei (risos).

Miku, a japonesa, é uma das principais candidatas a, em Tóquio 2020, lutar pelo ouro com Clarisse. E ela fez questão de elogiar a rival e dizer como ela a motiva:

– Eu gosto dessa menina porque ela é respeitosa, uma grande lutadora. Ela queria muito o ouro. Fomos muito longe – concluiu.

Clarisse conquistou a primeira medalha da França, que é considerada uma potência, nesse Mundial. A delegação francesa não tem seu principal astro, o multicampeão Teddy Riner, que havia parado de lutar, mas decidiu voltar recentemente e, muito provavelmente, estará em Tóquio 2020. O judoca, aliás, está no Japão e ajudou os compatriotas nos treinamentos.

Veja os atletas brasileiros participantes e o serviço do Mundial de Judô
Local: Nippon Budokan – Tóquio, Japão
Capacidade: 10.000 lugares
Transmissão: finais às 7h no SporTV 3

AGENDA (horários de Brasília)

DIA 5 (29/08)
Categorias: 70kg feminina e 90kg masculina (médio)
70kg – Maria Portela
90kg – Rafael Macedo
Classificatórias – 00h
Finais – 7h

DIA 6 (30/08)
Categorias: 78kg feminina e 100kg masculina (meio-pesado)
78kg – Mayra Aguiar
100kg – Leonardo Gonçalves e Rafael Buzacarini
Classificatórias – 00h
Finais – 7h

DIA 7 (31/08)
Categorias: +78kg feminina e +100kg masculina (pesado)
+78kg – Maria Suelen Altheman e Beatriz Souza
+100kg – David Moura e Rafael Silva
Classificatórias – 1h
Finais – 7h

DIA 8 (01/09)
Equipes mistas
Classificatórias – 1h
Finais – 7h20

Fonte: Globo Esporte


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