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Medina no topo, 13 brasileiros e vaga na Olimpíada de Tóquio: vai começar o Mundial de Surfe 2019

As férias chegaram ao fim. A partir das 18h desta terça-feira (horário de Brasília), vai ser feita a chamada para o início da primeira etapa da temporada 2019 do Circuito Mundial de Surfe nas ondas de Snapper Rocks, em Gold Coast, Austrália. Os 34 homens e 17 mulheres que vão brigar pelos títulos de campeão do mundo terão uma motivação a mais: uma vaga na Olimpíada de Tóquio 2020, na estreia do surfe nos Jogos. Liderado pelo bicampeão Gabriel Medina, o Brasil, pelo segundo ano seguido, será o país com mais atletas no tour entre os homens.

No total, 13 brasileiros. Serão 11 homens, com dois estreantes: Peterson Crisanto, de 27 anos, e David Silva, de 24. No feminino, Tatiana Weston-Webb e Silvana Lima. Como cada país terá direito a no máximo duas vagas para homens e duas para as mulheres, a corrida olímpica masculina será uma batalha à parte ao longo do ano. Principalmente porque o primeiro critério de classificação será que os surfistas que terminarem no top 10 do ranking 2019 do WT terão a vaga assegurada no Japão. Desde de que sejam dois por país.

Para efeito de comparação, se fôssemos levar em conta a temporada passada, Medina (1º) e Filipe Toledo (3º) estariam classificados, enquanto Ítalo Ferreira (4º) ficaria fora, mesmo terminando entre os 10 melhores do ranking.

– O Brasil está no melhor cenário. Ano passado a gente ganhou título mundial, Tríplice Coroa (havaiana), Mundial júnior e hoje nós vamos ter de novo 11 surfistas brasileiros que estão surfando muito. Cada ano que passa fica melhor. E vai ser bem disputado essa vaga para entrar nas Olimpíadas. São 11 surfistas que podem ganhar um título mundial. Todos têm capacidade. Então vai ser competitivo. Sei que vai ser um ano difícil, cada vez as pessoas vão querer ver mais de mim. Estou pronto e vou fazer o meu melhor – garantiu o campeão mundial de 2014 e 2018.

Com novo formato, surfistas terão mais chances nas primeiras fases

Gabriel Medina vai começar a defesa do título na sexta bateria da primeira fase contra o australiano Ryan Callinan e o também brasileiro e campeão mundial júnior, Mateus Herdy. A novidade é que esse ano a WSL fez uma mudança no formato nas primeiras fases do masculino. A primeira rodada classificará os dois primeiros direto para a terceira fase, enquanto o terceiro colocado na bateria cai para a repescagem. Antes, apenas o vencedor do confronto ia direto para a terceira fase. Na repescagem, acontecerá a mesma situação: os dois primeiros avançam. Só que o terceiro colocado será eliminado. Na regra anterior, a repescagem era feita em baterias homem a homem. A terceira fase agora terá 16 confrontos (antes eram 12) e a quarta fase, 8 (antes eram 4 e com 3 atletas), e todos serão mano a mano e eliminatórios.

A temporada masculina terá 11 etapas, e a feminina, 10. Outra novidade é que a premiação das mulheres será igual à dos homens.

Retornos e baixas

O bicampeão mundial John John Florence está de volta depois de ficar quase 10 meses longe das competições. O havaiano, que sofreu uma lesão no joelho treinando, está confirmado na 12ª bateria contra os estreantes Peterson Crisanto e o australiano Mikey Wright. Já o brasileiro Adriano de Souza, o Mineirinho, campeão do mundo em 2015, está fora da primeira etapa e em fase final de recuperação da lesão que sofreu no joelho durante a etapa de Portugal, em outubro do ano passado. A expectativa é que ele retorne às competições na terceira etapa, em Bali, na Indonésia.

Já a brasileira Silvana Lima ainda se recupera de uma cirurgia no joelho e também não compete nas duas primeiras etapas do ano. Assim como Mineirinho, só volta em Bali, na Indonésia. Caio Ibelli será o primeiro “alternate” (reserva) durante a temporada e já está garantido nas quatro primeiras provas do ano. O brasileiro “disputou” com John John e Kelly Slater as duas vagas que a WSL reserva para surfistas que se lesionam ao longo do ano, mas acabou fora. Ele não está garantido nas outras sete etapas

Despedida de Kelly Slater?
Quem também está confirmado na Gold Coast australiana e já afirmou que vai competir a temporada inteira é Kelly Slater. O 11 vezes campeão mundial já participou de uma etapa da categoria de acesso (QS) em 2019 e está escalado na terceira bateria do WT, contra o número 4 do mundo, Ítalo Ferreira, e o também brasileiro Yago Dora. Em entrevista após a final em Pipeline, em dezembro do ano passado, o americano de 47 anos afirmou que 2019 pode ser sua última temporada e que sua grande motivação agora é conseguir uma das duas vagas dos EUA para Tóquio 2020.

Mundial pode começar nesta terça em Duranbah

As recentes tempestades causadas pelo ciclone Oma na região da Gold Coast fizeram as ondas de Snapper Rocks não quebrarem com tanta perfeição nos últimos dias. O famoso fundo de areia “Superbank”, que proporciona algumas das mais perfeitas ondas do mundo na região de Coolangatta, foi danificado. A WSL já colocou a praia de Duranbah (D’Bah), que fica ao lado de Snapper Rocks, como segunda opção para o início da competição, caso as ondas não melhorem em Snapper.

Baterias masculinas
1: Owen Wright (AUS), Griffin Colapinto (EUA) e Soli Bailey (AUS)
2: Jordy Smith (AFR), Ezekiel Lau (HAV) e Jack Freestone (AUS)
3: Italo Ferreira (BRA), Yago Dora (BRA) e Kelly Slater (EUA)
4: Filipe Toledo (BRA), Joan Duru (FRA) e Caio Ibelli (BRA)
5: Julian Wilson (AUS), Seth Moniz (HAV) e Reef Heazlewood (AUS)
6: Gabriel Medina (BRA), Ryan Callinan (AUS) e Mateus Herdy (BRA)
7: Conner Coffin (EUA), Adrian Buchan (AUS) e Jadson André (BRA)
8: Michel Bourez (PLF), Jeremy Flores (FRA) e Leonardo Fioravanti (ITA)
9: Wade Carmichael (AUS), Michael Rodrigues (BRA) e Ricardo Christie (NZL)
10: Kanoa Igarashi (JAP), Sebastian Zietz (HAV) e Deivid Silva (BRA)
11: Kolohe Andino (EUA), Willian Cardoso (BRA) e Jessé Mendes (BRA)
12: Mikey Wright (AUS), J.J. Florence (HAV) e Peterson Crisanto (BRA)

Baterias femininas
1: Carissa Moore (HAV), Nikki Van Dijk (AUS) e Keely Andrew (AUS)
2: Lakey Peterson (EUA), Coco Ho (HAV) e Sage Erickson (EUA)
3: Stephanie Gilmore (AUS), Paige Hareb (NZL) e convidada
4: Tatiana Weston-Webb (BRA), Malia Manuel (HAV) e Brisa Hennessy (CTR)
5: Johanne Defay (FRA), Courtney Conlogue (EUA) e Macy Callaghan (AUS)
6: Sally Fitzgibbons (AUS), Caroline Marks (EUA) e Bronte Macaulay (AUS)

Fonte: Globo esporte


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