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Osmar Loss projeta volta ao Corinthians, fala sobre sub-23 e detalha estudos na Europa

O ex-técnico do Corinthians, Osmar Loss, está na fase final de seu intercâmbio na Europa e já projeta o retorno ao Timão.

Viajando há quase um mês, Osmar Loss passou por Portugal, Itália e Espanha, onde se encontra atualmente, na cidade de Sevilha. O retorno dele ao Brasil está previsto para o dia 8 de novembro. Em entrevista por telefone ao GloboEsporte.com, o agora auxiliar técnico pretende se reapresentar ao Corinthians.

– Em princípio, será como a gente já vinha conversando. Volto ao Brasil e já retomo as atividades dentro do clube, a não ser que haja alguma alteração que não estou sabendo. Vim poder aproveitar o conhecimento, me oxigenar e também respirar um pouco depois de tudo o que passamos naquele momento (da saída do comando do Corinthians) – declarou Loss.

Sem mostrar ressentimentos por ter deixado o cargo de treinador, Osmar Loss disse que torceu muito pelo Timão na final da Copa do Brasil, perdida para o Cruzeiro. Ele estava em Lisboa, acordou de madrugada e viu a decisão pela internet.

– Não tem como não acompanhar. Foram muitas madrugadas assistindo com internet travando, delay, acompanhando e torcendo pra que as coisas aconteçam da forma projetada. Fiquei triste pela derrota na Copa do Brasil, e estou esperando com muita torcida para que a equipe saia dessa situação incômoda – comentou.

A diretoria corintiana cogita designar Loss como treinador da equipe sub-23 que será criada em 2019. O auxiliar, porém, afirma não ter sido comunicado sobre o assunto:

– O Corinthians tem projeto de ter equipe sub-23 logo, mas comigo não foi conversado sobre eu assumir. Quando discutimos a criação da equipe eu ainda era o técnico do profissional.
Osmar Loss embarcou à Europa no último dia 29. A viagem tem tido mais tempo de trabalho do que de passeio, mas Loss diz que procura achar espaço também para passear e aproveitar a cultura e a gastronomia das cidades.

Veja o que o auxiliar fez em cada um dos destinos visitados:

Madri, Espanha: passou oito dias na capital espanhola. Com a ajuda de Vinícius Júnior, ele conseguiu assistir a um treino do Real Madrid e acompanhou o clássico contra o Atlético de Madrid. Depois, auxiliado pelo lateral-esquerdo Filipe Luís, Loss viu de perto o trabalho das categorias de base, da equipe B e os treinos de Simeone no Atlético. No clube, ele se aproximou de Luiz Rodriguez, chefe do scout do clube, que por anos também trabalhou no Villarreal. Loss afirma que se impressionou com os métodos de observação e o estudo de mercado do Atlético, além da forma como o clube define suas contratações, levando em conta os retornos técnico e financeiro.
Porto, Portugal: Osmar Loss aproveitou para falar com pensadores do futebol português, da Universidade do Porto, como José Guilherme, Júlio Garganta, Daniel Barreira e Antônio Natal.
Lisboa, Portugal: No Estoril, clube da empresa Traffic, ele encontrou profissionais com quem trabalhou no Desportivo Brasil. Lá, acompanhou alguns treinamentos, mas deu mais atenção ao trabalho de gestão, fora de campo. Depois, também visitou o Belensenses.
Roma, Itália: Contou com a colaboração do zagueiro Juan Jesus para conhecer a estrutura do clube, acompanhar treinamentos e assistir a dois jogos, um do Campeonato Italiano e outro da Liga dos Campeões.
Sevilha, Espanha: Chegou à cidade na última quarta-feira e ficará lá até sábado. Vai encontrar jogadores brasileiros, como Guilherme Arana, e conhecer a estrutura e os métodos de trabalho do Sevilla.
Milão, Itália: Encerrará seu “tour” pela Europa na capital da moda, na próxima semana, onde assistirá a jogos da Inter e do Milan.
Este não é o primeiro intercâmbio na Europa realizado por Loss. Em 2011, ele esteve na Inglaterra, acompanhando o trabalho de Alex Ferguson no Manchester United e também foi à Holanda.

– Eu já tenho uma forma de trabalhar, são 23 ou 24 anos trabalhando com o futebol, mas o fato de observar a realidade dos clubes europeus faz a gente se questionar. E aí, quando se questiona, evolui. Certamente no meu retorno vou ser um profissional com mais capacidade e bagagem para solucionar problemas por ter tido esse tipo de oportunidade – opinou.

Confira outras declarações de Osmar Loss sobre a experiência na Europa:

O que chamou atenção?
– A gente acaba observando tudo. No extracampo, me chamou atenção o dia do jogo, que é um grande evento. O futebol é só a cereja do bolo, eles recebem você bem, é seguro, fácil de chegar e sair, com televisões por toda parte. É tudo muito simples, uma grande experiência.

Estilo de jogo
– O jogo é mais intenso, competitivo, rápido e tem pouquíssimo drible se comparado ao futebol brasileiro. Não é um jogo de dribles, mas de passes e deslocamentos. Percebemos isso pela TV, mas no estádio fica realçado. A partida é muito menos faltosa do que no Brasil. Os jogadores não sofrem ou não simulam, a arbitragem deixa, de fato, o jogo andar. Arrematam muito de média e longa distância, há muita compactação, o que ainda estamos muito atrás. O nosso jogo ocorre em 50 ou 40 metros, o deles é em 30 ou 25. É muito distinto, um jogo com bastante obrigação de cumprir funções.

Elencos
– Os elencos europeus não têm mais do que 24 jogadores, incluindo os goleiros. Isso é fantástico. Traz muito foco, muita competitividade interna. Recebe-se informação rápida e direta. Trabalhamos no Brasil com 35 jogadores, alguns clubes com até 38.

Métodos de trabalho
– Os treinos são curtos. Do entrar ao sair em campo, dá em torno de 50 ou 60 minutos. Também há treino técnico diário. No Brasil, deixamos isso um pouco de lado, muitas vezes se foca só na tática e se esquece da técnica. Na Europa, em todos os treinos tem algum trabalho de passe, recepção de bola, condução ou finalização.

Fonte: Globo esporte


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