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“Quando comecei, não imaginava que um dia poderia competir”, diz pioneiro do nado no Brasil

Apenas duas modalidades olímpicas são exclusivas para mulheres em Jogos olímpicos: a ginástica rítmica e o nado artístico, antigo nado sincronizado. Quando tinha sete anos, em 2004, Renan Alcantara se encantou por esse esporte, dominado por mulheres e recheado de preconceitos contra atletas masculinos. Era o começo de uma carreira brilhante, que envolve grandes performances, e uma luta intensa por espaço:

– Comecei com sete anos, mas não podia fazer o esporte, porque era só para mulheres. Meus pais me colocaram nos saltos ornamentais, mas me apaixonei pelo nado e comecei a praticar. Quando comecei, não imaginava que um dia poderia competir, afinal, só tinha mulheres. Eu só tinha o sonho de me apresentar, não necessariamente de competir. Meu começo foi assim – disse.

Ao lado de Giovana Stephan, Renan Alcantara fez história no Mundial de esportes aquáticos, que está sendo realizado em Gwanju, na Coreia do Sul. A dupla ficou em sétimo lugar na rotina técnica, disputada na segunda-feira, repetindo o resultado do Mundial de 2017, em Budapeste, na Hungria.

Renan não nega que teve preconceitos, tanto dentro quanto fora do esporte, por conta da escolha por fazer nado artístico. Mas diz que, atualmente, o caminho está mais fácil:

– Meus pais foram atletas, por isso sempre me incentivaram no esporte. Sempre me apoiaram, desde quando eu escolhi praticar nado. Hoje eu não sofro mais nenhum preconceito, sinto que as pessoas estão abraçando mais a causa – disse.

O foco de Renan e Giovana agora está na rotina livre, marcada para sexta-feira, onde o time espera ir ainda melhor:

– No livre a gente está lutando chegar na nota oito (na rotina técnica foi 7,9). A gente é melhor no dueto livre, temos isso muito forte. A rotina técnica é mais sincronia, com elementos obrigatórios. No livre é muito mais tranquilo, uma prova muito mais cansativa, mas mais bonita, com outros movimentos – disse.

Quando o assunto é Olimpíada, os homens ainda não têm vez. No programa dos Jogos, há as disputas dos duetos e das equipes, sempre só com as mulheres. Há uma possibilidade da inclusão do dueto misto para a Olimpíada de 2024, que será realizada em Paris, mas isso ainda será votado pelo Comitê Olímpico Internacional (COI). Nos últimos anos, a entidade tem abraçado algumas provas mistas, como revezamentos com dois homens e duas mulheres na natação e atletismo, além de disputas por equipes com os dois gêneros no time no judô, triatlo, tiro com arco e tênis de mesa.

– Acredito que a prova de dueto misto entre no circuito olímpico e pan-americano em 2024,mas ainda não entrou no circuito por preconceito. Hoje, a prova de dueto misto é uma das que mais chama atenção do público para assistir. O dueto misto inclui todos – disse.

Fonte: Globo esporte


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