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Tá bem, Arão! Volante dá conta do recado na função que era de Cuéllar e anima o Flamengo

Quem não se lembra da bronca de Jorge Jesus em Willian Arão no primeiro jogo-treino do técnico português pelo Flamengo? O grito “tá mal, Arão”, durante a vitória por 3 a 1 sobre o Madureira na Gávea, viralizou na época e ganhou até versão funk nas redes sociais (veja no vídeo abaixo). Dois meses depois, o treinador é só elogios ao volante.

Com a saída de Cuéllar, vendido para o Al Hilal, da Arábia Saudita, Gerson herdou o número 8 do colombiano, e Arão, a função: ele será a referência de Jesus para primeiro volante no Flamengo. Já foi assim na vitória por 3 a 0 sobre o Palmeiras, quando teve boa atuação e aumentou a expectativa dos rubro-negros de que será possível não ter muita saudade do último dono da posição.

Com Abel Braga, Arão era mais segundo volante e constantemente entrava na área como elemento-surpresa. Logo que chegou, Jesus viu no jogador características para desempenhar função mais defensiva, logo à frente dos zagueiros. o jogo contra o Palmeiras foi o terceiro dele como primeiro homem de meio de campo. Antes, jogou assim na goleada por 6 a 1 sobre o Goiás e na derrota por 2 a 0 para o Emelec no Equador.

Arão como 1º volante:
Arão x Goiás
31 passes (29 certos)
1 falta cometida
1 roubada de bola
1 desarme
1 cartão amarelo
0 finalizações
Arão x Emelec
39 passes (35 certos)
4 faltas cometidas
1 roubada de bola
4 desarmes
1 cartão amarelo
1 finalização
Arão x Palmeiras
70 passes (69 certos)
3 faltas cometidas
2 roubadas de bola
2 desarmes
0 cartão amarelo
0 finalizações
Média de Cuéllar no Brasileiro
40 passes (39 certos)
1,2 faltas cometidas
3,5 roubadas de bola
1,5 desarmes
0,2 cartão amarelo
0,5 finalização

No último domingo, com o Flamengo inteiramente dominante nas ações ofensivas diante do Palmeiras no Maracanã, Arão errou apenas um dos 70 passes dados e ainda conseguiu duas roubadas de bola e dois desarmes – um deles originou a jogada do primeiro gol de Gabigol. Fazer este papel não é novidade para o volante, que na função tem números próximos da média que Cuéllar tinha no Brasileiro antes de sair.

– A minha posição de origem sempre foi primeiro volante. Foi assim nas categorias de base do Corinthians e em outros times que joguei. No Botafogo, o Renê Simões me deu uma nova função e passei a jogar de segundo homem. Assim que cheguei ao Flamengo. Mas não é novidade para mim, me sinto à vontade como primeiro – disse Arão ao GloboEsporte.com, mas com um detalhe:

– O Jorge Jesus pede para fazer algumas movimentações que são novidade, que no Brasil um primeiro volante não está acostumado fazer. Com os treinos, jogos e as repetições, vamos nos acostumando.

Em entrevista coletiva após a partida no domingo, Jesus foi questionado se Arão poderia suprir a carência deixada por Cuéllar não só para o time, quanto para a torcida, que tinha o colombiano como um xodó. O técnico destacou a versatilidade do volante, a qual considera ser parecida com a de Gerson, e se disse orgulhoso de tê-los no time:

– O Arão jogou dentro daquilo que é o talento e característica dele. É um jogador que se adapta muito fácil a situações de jogo defensivo e ofensivo. Como é o Gerson. É um orgulho ter dois jogadores com essas características. Sabendo explorar o talento deles, as coisas tornam-se mais fáceis – afirmou o português no último domingo.

Um aspecto que Jorge Jesus vê vantagem em Arão é a qualidade na bola aérea, um fundamento que ajuda o time a ficar mais sólido na defesa, além de ser uma arma nas bolas paradas de ataque. Três dos quatro gols do volante em 2019 foram de cabeça:

– Com certeza é um dos fundamentos que me destaco. Tenho uma boa altura e alguma facilidade para esse tipo de jogada, o que para a posição de meio-campo é importante. É continuar treinando para aperfeiçoar todos os fundamentos e ajudar o Flamengo a vencer.

Jogador com mais tempo de clube no atual elenco (três anos e meio), Arão tem 205 jogos e 23 gols com a camisa rubro-negra. Na atual temporada, também deu seis assistências para os companheiros. Mas para o torcedor que se habituou a ver o volante no ataque, terá que se acostumar com um papel mais marcados daqui para frente.

Fonte: Globo esporte


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