- Política

Prefeitura de Rio Preto da Eva prepara kits para imunizar população contra Covid-19

O prefeito do município de Rio Preto da Eva (situado a 78 quilômetros de Manaus), Anderson Souza, vem fazendo um resumo sobre as atividades que estão sendo desenvolvidas dentro do município para a realização da vacinação dos habitantes daquele município, ou através da vacina ou através de outros produtos como a ivermectina com a compra de mais de 120 unidades com sua devida distribuição em duas fazes, desde o dia 20.

De acordo com Anderson Souza, desde o mês de março do ano passado, foi realizado um trabalho com a distribuição de kits na medida em que as pessoas procuram as Unidades Básicas de Saúde (UBS), e recebem o kit 1 que feito antes do teste e o kit 2 logo após o teste com azitromicina e em seguida o kit 3 com a cloroquina.

“Hoje nós estamos vivendo o momento da vacina em que o Governo Federal enviou para o Governo do Estado que nos repassou 751 vacinas, sendo que 558 já foram destinadas para a imunização dos índios, restando apenas 193 para os profissionais de saúde, número esse bem pequeno lamentavelmente para nossos profissionais que se encontram na linha de frente dessa pandemia de Covid-19”, disse o prefeito.

Souza afirma que pediu de maneira enfática para priorizar essas pessoas, entre elas médicos, enfermeiros e agentes de saúde e de endemias, servidores que fazem a limpeza do hospital que fossem imunizadas devido o trabalho que realizam diariamente, mas infelizmente sua mensagem não ecoou dentro do estado do Amazonas, muito menos à nível de Brasil de onde veio essa determinação.

Na opinião do prefeito 193 vacinas não imuniza praticamente 10% do grupo de trabalho. A Prefeitura de Rio Preto da Eva possui mais de 1.200 servidores na saúde que estão todos os dias trabalhando para salvar as vidas. São duas doses onde essas 193 vacinas divididas por duas não chega a 100 pessoas imunizadas. “Se eu possuo 1.200 funcionários significa que eu tenho menos de 10% de pessoas para receberem a vacina e ter

condições de continuarem seu trabalho. Aqui temos médicos e enfermeiros que já foram contaminados, alguns desses profissionais estão entubados e precisavam ter essa medicação com urgência. Temos outra classe prioritária que são os idosos, alguns deles com mais de 80 anos e estão acamados e até agora não sobrará vacinas para esse grupo”, concluiu.

Desconhecendo tal critério de distribuição, Anderson Souza afirmou que não vislumbrou um resultado positivo dentro dessa norma. Sem recursos para a compra da vacina a saída foi tomar providências para a aquisição da ivermectina e aconselhando a população a tomar suco de laranja e limão para manter a imunidade e evitar durante o período chuvoso quando o vírus da Covid-19 se fortalece comparando-se com a malária, que têm seu período crítico entre os meses de janeiro a maio.

Anderson Souza tinha expectativa de receber mais de 9 mil vacinas que daria para imunizar cerca de 4.600 pessoas, com prioridade para agentes de saúde, idosos e acamados de acordo com a programação. Mas com o recebimento de 751 unidades, significa que pouco mais de 300 pessoas que terão acesso a vacina e desse total mais de 70% desse grupo foi para os indígenas. A prefeitura preparou uma sala rósea para exclusiva para os índios, mas nunca foi utilizada por eles, acredita-se por estarem em melhores condições de saúde e devidamente imunizados, principalmente por não estarem na linha de frente no atendimento das pessoas contaminadas pelo Covid-19, conseguindo pelo menos imunizar cerca de 50% desses profissionais de saúde.


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