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Acolhimento de crianças e adolescentes do RJ cai quase 50% na pandemia, aponta estudo

O Ministério Público do Rio de Janeiro apresentou os dados do 25º Censo do Módulo Criança e Adolescente (Censo MCA) nesta sexta-feira (25), que indicam que a pandemia do novo coronavírus teve impacto no acolhimento de crianças e adolescentes do RJ, com queda de quase 50%.

Este ano, foi realizada uma análise comparativa inédita do período compreendido entre os meses de março a junho de 2020 e de 2019, que demonstrou uma redução de quase 50% do número de acolhimentos em razão das medidas de isolamento social, dentre outros fatores.

O estudo inédito realizado sobre o impacto da pandemia nos serviços de acolhimento revela que, de março a junho de 2019, foram registrados 1.365 acolhimentos, número que caiu para 638 no mesmo período deste ano.

A redução, segundo o relatório, pode ser explicada por diferentes fatores relacionados à pandemia, entre eles as medidas de isolamento social estabelecidas pelas autoridades públicas como forma de conter a propagação do vírus, estimulando a permanência de crianças e adolescentes com suas famílias. Com relação aos desligamentos de serviços de acolhimento, houve o registro de 1.361 casos em 2019 e de 904 em 2020, demonstrando que houve maior permanência de crianças e adolescentes em serviços de acolhimento.Entre os principais motivos de acolhimento no período de análise considerado destacaram-se: a negligência, com 288 acolhimentos em 2019 e 111 em 2020; a transferência de outro serviço de acolhimento, com 173 casos e 111 casos, respectivamente; e a situação de rua, com 252 casos no ano passado contra 104 este ano.

Em relação ao tempo de acolhimento das crianças e adolescentes aptas à adoção, cerca de 85% está acolhida há mais de 1 ano e 6 meses; cerca de 8% dos casos perdura há mais de 1 ano e há menos de 1 ano e 6 meses, e, por fim, cerca de 14% dos aptos à adoção está acolhido há menos de 1 ano.

O 25º Censo também indicou que 28 crianças e adolescentes (1,96%) foram acolhidas após tentativa de adoção mal sucedida; 41 (2,88%) em virtude de guarda ou tutela para família extensa não exitosa; 32 (2,25%) foram acolhidos novamente em decorrência de guarda ou tutela para terceiros mal sucedida e 21 (1,47%) retornaram a serviços de acolhimento, após a tentativa de reintegração aos genitores.

Fonte: G1


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