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Em 3 meses, Inter iguala número de derrotas de 2018 no Beira-Rio e leva lições para decisões

O Inter entrou em campo nesta quarta-feira com a vaga na semifinal do Gauchão praticamente em mãos, graças à vitória por 2 a 0 no jogo de ida. A vantagem confortável, porém, trouxe um efeito colateral que ameaçou uma classificação encaminhada. A equipe viveu uma noite do “não”, jogou pouco e amargou uma derrota por 1 a 0 para o Novo Hamburgo, no Beira-Rio, pela volta das quartas de final do estadual.

A combinação do duelo de 180 minutos manteve o sonho do título do Gauchão vivo. Mas o resultado tão adverso teve repercussões que vão além da má atuação e das vaias tímidas que ressoaram das arquibancadas após o apito final. Passados menos de três meses do ano, o Inter já repetiu o mesmo número de derrotas no Beira-Rio de toda a temporada de 2018.

“Não podemos repetir a atuação que tivemos hoje. No próximo jogo daremos uma grande resposta. O Inter perdeu quando podia perder. Estamos indignados com a derrota. Não gostamos nada de perder em casa” (Odair Hellmann)

O tropeço desta quarta-feira foi o segundo da equipe em casa em sete jogos como mandante em 2019. Antes do Novo Hamburgo, o Inter perdeu para o Pelotas, logo na estreia no Beira-Rio. No ano passado, a equipe teve duas derrotas em um total de 28 partidas em seu reduto – para o Grêmio no Gauchão e para o Atlético-MG, no Brasileirão.

– Foi uma fatalidade. Não podemos dar mole em casa. Nosso índice de vitórias aqui é muito grande. Sabemos que erramos, falhamos, mas vamos consertar – disse o meia Nonato.

A derrota diante da torcida ligou um alerta de imediato nos jogadores, como Rafael Sobis deixou claro ainda à beira do gramado, antes de rumar aos vestiários. O ambiente na zona mista do Beira-Rio após a partida transparecia todos os sentimentos intrínsecos ao tropeço e à atuação apática da equipe às vésperas de uma sequência de decisões na temporada.

O desempenho desinteressado e bem abaixo da média serve de lição para a equipe manter elevados os níveis de concentração e intensidade e evitar desatenções como a que originou o gol de Neuton, em cobrança de escanteio.

Todos os erros serão vistos e revistos pela comissão técnica e jogadores para que possam ser corrigidos antes da semifinal, com rival a definir entre Caxias e Aimoré, e da partida contra o River Plate, pela Libertadores.

– Não é questão de sinal de alerta. Serve de lição. Futebol é isso. Em um segundo de desatenção, um trabalho pode ser jogado fora. Iremos para uma semifinal com um jogo fundamental de Libertadores. São jogos importantes. O Gauchão é um objetivo – diz o vice de futebol Roberto Melo.

O resultado foi absorvido de duas formas pelo departamento de futebol. Há um entendimento expresso até pelo técnico Odair Hellmann de que o Inter perdeu quando “podia perder”. Ao mesmo tempo, há um cuidado para que a derrota não abale a confiança dos titulares a uma semana de enfrentar o atual campeão da América ali mesmo no Beira-Rio.

– Conseguimos a classificação, mas não fizemos um bom jogo. Tenho total confiança no grupo de jogadores. Trabalharemos para que não se repita. Todos temos consciência. Não podemos repetir a atuação que tivemos hoje e no próximo jogo daremos uma grande resposta – afirma Odair.

Classificado mesmo com derrota, o Inter aguarda a definição do confronto entre Caxias e Aimoré para conhecer seu adversário na semifinal. A partida de ida será disputada no domingo, fora de casa, ainda com horário a definir. Depois, na quarta-feira, às 19h30, a equipe recebe o River Plate, no Beira-Rio, pela 3ª rodada do Grupo A da Libertadores.

Fonte: Globo esporte


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