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Francisco Barretto doma aparelho mais revolto no Pan, mas admite: “Aqui não é nível mundial”

Do desempenho ruim no cavalo com alças durante a classificação, apenas Francisco Barretto havia escapado. Como de costume, a disputa se apresentou como o maior problema da equipe brasileira em Lima, mesmo com a conquista do ouro. Até por isso, o título do ginasta de 29 anos na final se apresentou como surpresa. Mas, mesmo após ter domado o aparelho, Chico diz que ainda há muito a evoluir rumo ao Mundial de Stuttgart, em outubro.

– Cavalo é complicado. É um aparelho que o Brasil precisa melhorar. Aqui não é nível mundial. Pode acontecer com qualquer um. No primeiro dia tivemos algumas falhas, mas a equipe está ciente de que precisa treinar mais quando voltar para casa. Precisa treinar mais esse aparelho. Graças a Deus venho tendo bons resultados nesse aparelho, sempre para poder melhorar a nota do nosso país – disse o ginasta.

A conquista foi a primeira individual de Chico nos Jogos Pan-Americanos. Antes, havia sido ouro duas vezes na disputa por equipes, em Guadalajara 2011 e agora, em Lima. O ginasta ainda vai disputar as finais nas paralelas e na barra fixa. A conquista do ouro no cavalo, porém, o livra de parte da expectativa que tinha de conquistar seu primeiro título pan-americano por conta própria.

– Tira 50% do peso. Meu sonho era ter um terceirinho nos Jogos Pan-Americanos. Agora veio, não vou dizer como presente, porque treinei tanto, veio como uma recompensa, essa medalha histórica. Conversei com o Mosiah (Rodrigues, terceiro colocado no Pan do Rio). Agora o ouro. Mais uma medalha histórica como foi no individual geral.Estou satisfeito porque fiz o meu trabalho. Amanhã é outro dia. Entro com outro objetivo, porque são outros aparelhos diferentes do cavalo. Entrar e fazer o melhor. Que vença o melhor no dia. Se a medalhar vier vai ser uma nova recompensa.

Logo ao garantir o ouro, Chico falou por telefone com a esposa e o filho, também Chico. O pequeno, de pouco menos de dois anos, já começa a entender bem a realidade do pai. E é justamente seu pupilo que o ginasta quer inspirar.

– Minha esposa estava chorando como uma boba. Ele começou a ficar triste, brabo com ela: “Porque você está chorando?” Ele não entendia. Tem uns vídeos que ela postou, ele fica dizendo: “Força papai”. Aumenta um pouco a responsabilidade. Quando ele nasceu, eu senti um pouco mais de vontade de dar orgulho, de ele ter um pai campeão. Ele falou para mim: “Papai vai ganhar duas medalhas”. Fico orgulhoso de poder contar com essa energia. Na Olimpíada ela estava grávida e eu senti essa energia. Agora ele já está entendendo. Quero orgulhar não só o país, mas também ele. Que ele tenha um bom espelho.

Fonte: Globo esporte


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