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Um ano após ser mãe, Serena tenta coroação com recorde: “É só o começo”

“Não importa o que aconteça, eu já sinto como se eu tivesse ganhado”, disse uma sorridente Serena Williams ao garantir vaga na final do US Open pela nona vez. A emoção tem justificativa. Há um ano, a ex-número 1 do mundo estava na cama do hospital dando à luz a filha Alexis Ohanian, no dia 1º de setembro. Surgiu uma batalha inesperada que não havia enfrentado até então. A tenista teve que lutar pela própria vida diante das complicações do parto: a formação de coágulos em seu pulmão. Venceu também fora das quadras e voltou a se preparar para o retorno aos torneios.

Às 17h deste sábado, a americana terá a chance de coroar o retorno em Nova York com o seu primeiro título como mamãe. O SporTV3 transmite o jogo. A conquista seria ainda mais especial pela chance de igualar o recorde da australiana Margaret Court, maior campeã de Grand Slams da história do tênis, com 24 títulos. Aos 37 anos, Serena comemorou a volta por cima diante de tudo o que passou no último ano.

– Eu me emocionei porque no ano passado estava lutando pela minha vida no hospital. Eu estava em minha terceira cirurgia, ainda faltava uma. Vir disso, da cama do hospital, não podendo me mover e andar, não poder fazer nada… agora, somente um ano depois, estou realmente na final, duas consecutivas. É só o começo, ainda não estou lá (no auge). Ainda há uma escalada. Eu só sinto que não apenas meu futuro é brilhante, apesar de não ser uma novata, mas ainda tenho um futuro muito, muito brilhante. É bem animador para mim. É difícil dizer, não sei… 50, 60. Não sei – contou.

Na Era Aberta (desde 1968), apenas três tenistas venceram Grand Slams como mães. A australiana Margaret Court teve o primeiro filho, Daniel, em fevereiro de 1972. No ano seguinte, voltou às quadras e venceu o Aberto da Austrália, Roland Garros e US Open. A também australiana Evonne Goolagong venceu dois Grand Slams depois de virar mãe, em maio de 1977. Sete meses depois, ela venceu o Aberto da Austrália, antes de conquistar o torneio de Wimbledon em 1980. A americana Kim Clijsters foi a terceira tenista a realizar o feito. Em 2009, ela ganhou o US Open como convidada do torneio, um ano e sete meses depois de dar à luz a Jada, sua primeira filha. Ela ainda conquistou o US Open no ano seguinte e o Aberto da Austrália em 2011.

A adversária na decisão será a japonês Naomi Osaka, fã declarada de Serena. Aos 20 anos, Osaka se tornou a primeira representante do país a atingir a final de um Grand Slam na história. Ela admitiu que queria muito enfrentar seu ídolo no duelo pelo título.

– Parece um pouco surreal. Quando era criança, sempre sonhava que enfrentaria Serena na final de um Grand Slam. Só pelo fato de isso acontecer, fico muito feliz. Eu não sonhava com a derrota, então… – lembrou a japonesa.

Será o segundo confronto entre fã e ídolo. Em março, Osaka superou Serena com facilidade no WTA de Miami, parciais de 6/3 e 6/2. A competição era apenas a segunda da ex-líder do ranking mundial desde o retorno. Em 30 finais de Grand Slams já disputadas, Serena possui um recorde de 23 vitórias e 7 derrotas. Ela busca o heptacampeonato em Flushing Meadows, onde já foi campeã nas edições 1999, 2002, 2008, 2012, 2013 e 2014.

Fonte: Globo esporte


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